A PSP da Amadora anunciou esta quinta-feira a detenção de seis homens, com idades entre os 20 e os 26 anos, suspeitos de 22 crimes de furto e de roubo em estabelecimentos comerciais em diversos pontos do país.

A investigação teve início em janeiro, quando foram detidos três homens por furto numa grande superfície comercial, explicou o intendente Luís Pebre, da Divisão da PSP da Amadora.

Os suspeitos foram postos em liberdade, mas continuaram a ser investigados pela polícia, numa operação que culminou agora com a execução de sete mandados de busca e detenção dos três homens e de mais três cúmplices.

Na sequência das provas recolhidas pela esquadra de investigação criminal da PSP da Amadora, o grupo é suspeito da prática de 22 crimes de furto e roubo em estabelecimentos comerciais, nas regiões de Lisboa, Centro e Norte do país.

A maioria dos artigos era depois «exportada» para um país africano de língua oficial portuguesa, não especificado.

O grupo, segundo Luís Pebre, possuía «uma estrutura organizada» que atuava em espaços comerciais, usando sacos com o interior forrado a alumínio para iludir os sistemas de segurança eletrónica dos estabelecimentos.

Os seis homens, de nacionalidade estrangeira, terão assaltado lojas espalhadas pelo país, nomeadamente em Aveiro, Barreiro, Braga, Coimbra, Gondomar, Guimarães, Leiria, Porto, Santa Maria da Feira e Seixal.

Os detidos, residentes nos concelhos da Amadora e de Sintra, agrediram os elementos de segurança privada em seis espaços comerciais onde foram detetados a roubar artigos.

Camisolas dos principais clubes de futebol portugueses e espanhóis, bonés, perfumes, sapatilhas, telemóveis, máquinas fotográficas, computadores portáteis, consolas de jogos e uma televisão estão entre os produtos recuperados, de valor total ainda por determinar, além de 1.500 euros em dinheiro.

Três viaturas ligeiras de passageiros, usadas nos furtos, e duas pistolas de calibre 6.35 adaptadas foram também apreendidas.

A PSP suspeita que os artigos recuperados resultam da atividade só do último mês, uma vez que a maioria era exportada por via marítima, em contentores, para um país africano, onde seriam vendidos por valores muito superiores ao preço comercial em Portugal.

As investigações vão prosseguir, com vista à identificação de mais suspeitos de pertencerem ao grupo, acrescentou a PSP.

Os seis detidos foram hoje presentes para primeiro interrogatório judicial no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.