A estação de monitorização sismovulcânica da Madalena do Pico, nos Açores, foi assaltada, tendo sido furtado todo o equipamento sismológico, avaliado em cerca de 15.000 euros, o que «fragiliza» a vigilância, adiantou o CIVISA.

Teresa Ferreira, do Centro de Informação e Vigilância Sismovulcânica dos Açores (CIVISA), da universidade açoriana, adiantou à Lusa que o roubo ocorreu «no domingo, pelas 17:00», acrescentando que foi furtada «toda a parte do equipamento de fornecimento de energia e equipamento sísmico».

De acordo com Teresa Ferreira, trata-se de uma estação que «faz parte da monitorização da montanha do Pico e da monitorização de toda a atividade sísmica que ocorre nas proximidades [Grupo Central]», frisando que devido a este roubo a monitorização sismovulcânica das ilhas do triângulo (Faial, Pico e S. Jorge) fica «significativamente fragilizada», situação que já foi comunicado ao Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.

Teresa Ferreira explicou que a monitorização «não deixará de ser feita», já que existem outras estações em funcionamento, mas frisou que «os resultados não estarão tão completos».

Segundo o CIVISA, esta «não é a primeira vez» que aquela estação é assaltada, só que o assalto deste domingo «teve custos mais elevados», estando o valor do material roubado «orçado em cerca de 15.000 euros».

O assalto já foi participado à PSP local, tendo Teresa Ferreira acrescentado que o CIVISA «está a avaliar a reposição do funcionamento da estação», o que deverá acontecer «logo que estejam reunidas as condições para a instalação do material».

«Trata-se de uma situação incompreensível dado que o equipamento em causa apenas pode ser utilizado para vigilância sísmica», disse.