O Ministério Público (MP) acusou 38 arguidos pertencentes a um grupo organizado que se dedicava a assaltos a caixas de multibanco com recurso a explosivos nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, indica a Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL).

Os 38 arguidos estão acusados dos crimes de associação criminosa, furto qualificado, violência após subtração, explosão, dano qualificado, coação, incêndio, roubo qualificado, resistência e coação, falsificação, favorecimento pessoal, branqueamento de capitais, tráfico de estupefacientes, detenção de arma proibida, segundo o MP, que requereu o julgamento em tribunal coletivo.

A PGDL adianta que os arguidos constituíram, em 2014, um grupo organizado com o objetivo de roubaram elevadas quantias em dinheiro do interior de caixas de multibanco que se encontravam em locais de fácil acesso e com consideráveis quantias em dinheiro.

Para tal, planeavam e arrombavam, durante a noite e com recurso a explosões, caixas de multibanco e retiravam do seu interior as quantias em dinheiro que nelas se encontravam.

De acordo com a PGDL, os crimes ocorreram entre 2014 e 2016, nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, tendo os arguidos conseguido obter, pelo menos, quase 600 mil euros e provocado prejuízos patrimoniais de cerca de 455 mil euros.

A PGDL refere também que foram apreendidos droga, diversos objetos utilizados na pesagem, acondicionamento e doseamento da droga e outros bens e produtos do crime.

Dos 38 arguidos, 12 estão em prisão preventiva, sendo alguns deles acusados como reincidentes.

A investigação foi efetuada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Sintra da Comarca de Lisboa/Oeste e executada pela Unidade Nacional Contra Terrorismos da PJ.