A Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) lançou hoje uma petição pública com vista a que o estatuto profissional da PSP consagre a profissão como de desgaste rápido, informou hoje a associação.

A petição está a ser lançada para recolher pelo menos 4.000 assinaturas de modo a que o assunto seja discutido na Assembleia da República.

Em comunicado, a ASPP/PSP cita um estudo realizado em 2010, segundo o qual os profissionais da PSP têm uma esperança de vida média inferior em 11 anos à média nacional, o que atribuem ao exercício da profissão.

A ASPP/PSP pretende aproveitar a discussão do estatuto profissional e da nova lei orgânica da PSP para «que seja feita justiça aos homens e mulheres que, apesar de vários governantes e ex-governantes já o terem reconhecido publicamente, continuam a não ver consagrado em lei o estatuto de profissão de desgaste rápido», lê-se num comunicado da associação.

Para a ASPP/PSP, o stress causado pelo uso de armas de fogo, o stress da profissão e o trabalho por turnos são fatores que influenciam negativamente a esperança média de vida dos profissionais da polícia.

A associação alega que o reconhecimento em lei de profissão de desgaste rápido constitui uma medida «justa» além de «beneficiar» a qualidade da segurança pública.