O presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, disse esta terça-feira que «não havia razões» para o ex-diretor nacional, Paulo Varela Gomes, colocar o lugar à disposição devido à manifestação de 21 de novembro.

«Em nosso entender, tudo correu bem do ponto de vista da segurança» daquela manifestação, sustentou o dirigente, no Porto, numa reunião da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, a que também preside.

Segundo a agência Lusa, Paulo Rodrigues afirmou que «não houve erros» no que diz respeito a essa manifestação frente à Assembleia da República, cujas escadarias foram, a certa altura, invadidas por elementos das forças de segurança que ali protestavam.

O dirigente conclui, também, que o Ministério da Administração Interna não tinha motivos para demitir Paulo Varela Gomes, que entretanto acabou de ser nomeado para um cargo internacional, em Paris.

Questionado sobre esta nomeação, que o PS, nomeadamente, estranhou, Paulo Rodrigues recordou estar em causa «um oficial de polícia que chegou muito cedo a diretor nacional».

«O que é que, depois de dirigir uma polícia, vai fazer até à sua reforma? Tem que se encontrar um lugar digno e compatível com aquilo que ele fazia», afirmou Paulo Rodrigues.

O presidente da ASPP considera ainda que «esta nomeação» prova que o ex-diretor nacional «esteve muito bem na gestão» da manifestação.

«Das decisões possíveis, foram as melhores decisões. Foi flexibilizar o dispositivo para não criar ali uma situação de confronto e transformar aquilo num caos e repetir um pouco os secos e molhados de há quase 25 anos, mas com consequências muito mais gravosas», insistiu.

Para Paulo Rodrigues, era necessário que tivesse havido «um esclarecimento muito claro» sobre a demissão de Paulo Varela Gomes de diretor nacional da PSP, cargo para o qual foi já nomeado o superintendente Luís Peça Farinha.