A região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo tem a partir desta segunda-feira mais 168 médicos de medicina geral e familiar, um aumento de 22 por cento face a 2014, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo um comunicado da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), que tutela a região na qual os 168 novos profissionais iniciaram o internato médico, os centros de saúde das zonas de Almada/Seixal, Loures/Odivelas e Sintra são as que recebem um maior reforço de médicos em termos absolutos.

A medida, diz-se no comunicado, irá permitir à ARSLVT, no final do internato, assegurar médico de família a mais 319.200 utentes, distribuídos por 15 Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) da Região de Lisboa.

O internato médico realiza-se após a licenciatura em Medicina e corresponde a um processo de formação médica especializada, teórica e prática. Depois do curso os médicos candidatam-se a um concurso nacional para admissão no Internato Médico, que se destina à escolha dos locais e das áreas de formação (especialidades) e que terá a duração de 4 anos.

A região de Lisboa e Vale do Tejo envolve 3,6 milhões de utentes, distribuídos por 4 distritos e 15 Agrupamentos de Centros de Saúde.

A falta de médicos nas urgências dos hospitais tem sido notícia nas últimas semanas, depois de relatos de muitas horas de espera, nalguns casos de 20 horas, e de dois casos de mortes de doentes enquanto esperavam para ser atendidos.

Hospitais de Coimbra admitiram mais 207 médicos em formação

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) admitiu esta segunda-feira 207 novos médicos em formação, aumentando assim para 641 o número de clínicos em atividade formativa, que representam anualmente um encargo de 21,4 milhões de euros.

«Trata-se de um importante investimento no conhecimento e na formação de especialistas que irão substituir as gerações anteriores», disse o presidente do conselho de administração Martins Nunes, na cerimónia de receção.

Segundo o responsável dos CHUC, foram admitidos 207 médicos que pela primeira vez têm acesso ao emprego, sendo 93 internos de especialidade da formação específica e 114 médicos internos do ano comum.

Os novos médicos em formação representam um encargo anual de 6,8 milhões de euros, embora o investimento anual em formação do centro hospitalar, considerado por Martins Nunes o maior do país, atinja os 21,4 milhões de euros.

«O nosso hospital dará por muito bem empregue este investimento, pois confia na sua capacidade de formação e investigação e confia que os futuros especialistas não vão dececionar os nossos cidadãos e que colocarão na sua formação toda a sua inteligência, toda a sua capacidade de trabalho e toda a sua ambição», salientou Martins Nunes.

Na sua intervenção, o presidente do conselho de administração dos CHUC referiu que o hospital «mudou nos seus conceitos e nos seus fundamentos», passando a ser «um palco de alta tecnologia ao serviço dos cidadãos, que ficou mais complexo e que exige mais de todos nós».

«O nosso Serviço Nacional de Saúde tem conseguido enfrentar exigentes condições de financiamento, através da realização de ajustamentos que levaram a ganhos de eficiência e a ganhos de gestão clínica e operacional», frisou Martins Nunes.