Os nove desmoronamentos registados nas arribas no Algarve durante o inverno passado, foram inferiores à média anual e apenas três vão necessitar de uma intervenção controlada, disse à Lusa o diretor regional da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

“Este inverno, do ponto de vista estatístico, foi até muito suave, tendo em conta que apenas se registaram nove desmoronamentos, contrariando a média anual que é de 13”, indicou o geólogo Sebastião Teixeira, responsável regional no Algarve da APA.


De acordo com Sebastião Teixeira, na sequência dos desmoronamentos naturais, “foram efetuadas até dezembro de 2014, seis derrocadas controladas em arribas e há a necessidade de intervir em mais três”, até ao dia 01 de junho, altura em que tem início oficial a época balnear.

As derrocadas controladas em arribas consideradas instáveis, vão ocorrer nas praias do Monte Clérigo, no concelho de Aljezur, dos Careanos, em Portimão e na D. Ana, em Lagos.

“Os sinais de instabilidade nestas três zonas obrigam a que tenhamos que intervir, para acabar aquilo que a natureza começou”, destacou.


De acordo com Sebastião Teixeira, não há nenhum agravamento da instabilidade das arribas no litoral algarvio, “mas há que ter em atenção que as arribas são sempre instáveis”.

Paralelamente às operações de saneamento controlado das arribas, a APA irá colocar e substituir as placas de sinalização informativa e de alerta sobre o risco de permanência junto das arribas, no sentido de garantir a segurança dos utentes das zonas balneares.

“É importante que as pessoas conheçam quais são as zonas de risco de modo a evitá-las”, concluiu.


As faixas de risco e de segurança no areal são calculadas a partir de uma largura equivalente a uma vez e meia a altura da arriba.