A Câmara de Alvaiázere, no distrito de Leiria, realiza no dia 31 de agosto a hasta pública para arrendamento de quatro escolas primárias que transformou em centros de interpretação ambiental com alojamento, disse hoje a presidente da autarquia.

À agência Lusa, Célia Marques, explicou que “vão a concurso quatro antigas escolas que foram transformadas em unidades de alojamento”, de Ariques na freguesia de Almoster, Barqueiro, em Maçãs D. Maria, e Bofinho e Venda do Preto, ambas na freguesia de Pelmá.

“O valor base de licitação na praça é de 200 euros de renda mensal por cada escola”, adiantou Célia Marques, salientando que este projeto visa “apoiar a divulgação do território, dinamizar a atividade local, criar emprego e desenvolver o turismo integrado com outras ofertas” que existem no concelho.


A este propósito, apontou a rede de percursos pedestres que está interligada com estas novas unidades de alojamento.

A reconversão dos quatro estabelecimentos de ensino do plano centenário representou um investimento de 751 mil euros, financiado em 600 mil euros por fundos comunitários, e integra o projeto “Alvaiázere – Património gerador de riqueza”.

A escola do Bofinho é dedicada à arquitetura tradicional, enquanto a de Ariques, sobre a flora, está “no coração da maior mancha de carvalho-cerquinho da Península Ibérica”.

Já o antigo estabelecimento de ensino de Barqueiro destaca os recursos hídricos e a unidade de Venda do Preto tem a componente do património arqueológico no seu centro de interpretação ambiental.

As propostas para a hasta pública devem chegar ao município até às 17:00 de dia 28 de agosto, estando a hasta pública agendada para as 11:00 de dia 31 de agosto, nos Paços do Concelho.

O arrendamento terá a duração de cinco anos e o critério de adjudicação será o do valor da renda mensal mais elevada que resultar das propostas apresentadas ou das licitações na praça.

A presidente do município esclareceu que, a curto prazo, não está “prevista a transformação de mais escolas em alojamentos”.

“Vamos finalizar o processo de concessão destas quatro escolas e avaliar como decorre a seu processo de exploração”, declarou, admitindo, contudo, que no futuro, caso existam possibilidades de financiamento para intervenção em mais escolas e verificando-se a necessidade de aumentar o número de alojamentos, a câmara responderá “a essa exigência do mercado”.

Célia Marques referiu, à Lusa, que o concelho tem, neste momento, 14 escolas do 1.º ciclo do ensino básico desativadas e sem qualquer utilização.

“Caso existam condições de convertermos algumas destas em unidades de alojamento, avançaremos com uma candidatura”, reiterou, acrescentando que para já o município vai “fazer algumas obras de manutenção e avaliar a possibilidade de reaproveitar alguns desses imóveis para fins que se ajustem ao enquadramento local de cada uma destas escolas e às necessidades identificadas”.