A arquiteta Marta Sequeira foi distinguida este ano com um prémio de investigação pela Fundação Le Corbusier, com sede em Paris, que visa encorajar estudos sobre a vida e obra do arquiteto franco-suíço, foi anunciado esta segunda-feira.

De acordo com o site da Fundação Le Corbusier, o Prix de la Recherche Patiente 2016 foi atribuído à portuguesa Marta Sequeira e à colombiana Ingrid Guerrero.

A arquiteta Marta Sequeira foi premiada pelo trabalho "Towards a public space. Le Corbusier and the Greco-Latin tradition in the modern city" e Ingrid Guerrero apresentou "Enfants de la rue de Sèvres : les collaborateurs latino-américains de Le Corbusier à Paris".

O júri foi composto por especialistas em investigação em arquitetura como Joseph Abram, Rémi Baudouï, Barry Bergdoll, Maristella Casciato, Roberto Gargiani, Christine Mengin, Guillemette Morel Journel e Gilles Ragot.

Marta Sequeira indicou à agência Lusa que "Towards a public space. Le Corbusier and the Greco-Latin tradition in the modern city" vai ser publicado pela editora britânica Routledge em maio de 2017.

O trabalho desmistifica a ideia de que os projetos do arquiteto franco-suíço na área do espaço público tenham criado uma rutura histórica, o que a autora nega, apresentando uma análise de vários destes espaços criados por Le Corbusier a seguir à segunda Guerra Mundial: "não só não estabelecem uma cisão com o passado histórico, como constituem, eles próprios, os testemunhos da inabalável continuidade da criação humana ao longo dos tempos".

Nascida em Lisboa, em 1977, estudou arquitetura na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa (2001) e fez um doutoramento em Projetos Arquitetónicos pela Escola Técnica Superior de Arquitectura de Barcelona da Universidade Politécnica da Catalunha (2008).

Marta Sequeira foi diretora do Departamento de Arquitectura da Universidade de Évora (2011-2012) e é professora convidada da Faculdade de Arquitectura da Universidade de Lisboa desde 2016, onde leciona a disciplina de Laboratório de Arquitectura.