O secretário-geral da CGTP considerou esta sexta-feira que o processo das 35 horas ainda não está concluído e assegurou que a estrutura sindical continuará a lutar pela reposição dos direitos dos trabalhadores, independentemente do Governo em funções.

Não está tudo resolvido porque se é verdade que temos de valorizar a concretização das 35 horas para os trabalhadores com vínculo em funções públicas, também é verdade que há uma outra área de trabalhadores com contrato individual de trabalho que não foram abrangidos por esta redução de horário”, disse Arménio Carlos.

O secretário-geral da Intersindical, que falava na sessão de encerramento do 11.º Congresso da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, que decorreu entre quinta-feira e hoje, em Lisboa, sublinhou que é preciso “valorizar” a aprovação da proposta de lei no parlamento e lembrou o contributo da luta dos trabalhadores nessa reversão.

No entanto, esta proposta de lei que repõe as 35 horas na Função Pública a partir de 1 de julho deixa de fora os trabalhadores com contratos individuais de trabalho, ao contrário do que propôs o PCP e que acabou por ser rejeitado.

Enquanto existir um trabalhador na Administração Pública que continue a fazer 40 horas, nós não vamos deixar de lutar para concretizar as 35 horas para todos, sem exceções. Para nós, não há trabalhadores de primeira e de segunda, todos aqueles que prestam serviços públicos têm direito às 35 horas”, defendeu Arménio Carlos.

E deixou uma garantia: “Independentemente de quem esteja no Governo, ou da maioria que se forme numa Assembleia da República, a CGTP será sempre autónoma e independente e nunca abdicará de reivindicar quando tenha de reivindicar, não para deitar abaixo o governo, mas para forçar o governo a responder aos problemas dos trabalhadores” .