Carabinas, espingardas, revólveres e pistolas, num total de 250 armas, estão a ser vendidas no tradicional leilão da PSP, que decorre em Lisboa e cujas verbas revertem para os serviços sociais da polícia.

Esta terça-feira de manhã foram licitadas duas pistolas e várias carabinas, a maioria com uma base de licitação de 100 euros, que foram vendidas por valores entre os 150 euros e os 2.000 euros, perante um auditório repleto de pessoas, muitos dos quais caçadores e colecionadores.

Antes de o leilão começar, no auditório do Comando Metropolitano de Lisboa, em Moscavide, o comissário Maurício, do Departamento de Armas e Explosivos (DAE) fez uma apresentação sobre as normas de segurança das armas de fogo.

Logo a seguir, o superintendente Pedro Moura, do DAE, explicou aos potenciais compradores, identificados através de um cartão com um número que lhes é atribuído pela PSP, que cada vez que levantam o cartão são dez euros de licitação.

Não levantem o cartão timidamente, façam-no com convicção”, disse Pedro Moura, dirigindo-se ao público, composto maioritariamente por homens.

Em declarações à agência Lusa, o superintendente Pedro Moura explicou que as cerca de 250 armas leiloadas foram “apreendidas e entregues voluntariamente a favor do Estado”.

Além destas armas, há cerca de 12 que são provenientes de pedidos de tribunais para que sejam licitadas pela PSP para que o valor obtido seja remetido aos processos, adiantou Pedro Moura.

Em leilão estão “armas de caça, maioritariamente, armas de tiro desportivo e também armas de defesa (pistolas e revólveres), que são leiloadas na quarta-feira”.

As armas a leiloar nunca estiveram envolvidas em atos criminosos, como suicídios ou homicídios, sendo estas armas destruídas.

Os públicos-alvo são diferenciados, consoante o tipo de armas, porque “para licitar a pessoa tem que estar habilitada com uma licença de uso e porte, ser armeiro ou colecionador de armas”, explicou Pedro Moura.

Sobre a adesão das pessoas ao leilão, o superintendente disse que esta manhã bateu o recorde, com o auditório com cerca de 250 lugares lotado e com muitas pessoas em pé.

Pelo que vimos hoje de manhã foi a maior afluência de sempre de pessoas ao leilão”, comentou.

Questionado sobre se é um bom negócio a compra de armas no leilão, Pedro Moura disse que depende da verba que as pessoas estão dispostas a gastar e “sobretudo da arma em questão”.

“As armas não têm todas as mesmas marcas, os mesmos modelos, nem os mesmos calibres e isso faz variar muito o preço”, adiantou, acrescentando que as verbas angariadas no leilão se destinam aos serviços sociais da PSP.

As cerca de 250 armas estiveram expostas desde a semana passada para exame dos interessados em participar no leilão. Hoje as armas foram leiloadas por licitação verbas e entregues á melhor oferta.

Após a venda é emitido um documento (auto de venda) que visa identificar o valor da adjudicação, o número do lote, e identificação do proponente, que lhe permitirá efetuar os procedimentos subsequentes tendentes à aquisição e posse definitiva da arma.