As Varas Criminais de Lisboa condenaram esta, sexta-feira, a penas entre um e dez anos de prisão 28 de 30 arguidos acusados de associação criminosa, furto qualificado, recetação e abuso de poder, incluindo dois polícias.

O coletivo de juízes deu como provada a existência de uma organização criminosa, composta maioritariamente por cidadãos de nacionalidade romena, que, entre 2010 e 2012, praticou 34 assaltos, do norte a sul do país, a bombas de gasolina, residências, armazéns, oficinas, restaurantes, escolas, edifícios públicos, ourivesarias, tabacarias e quiosques.

O tribunal condenou os dois agentes policiais da Divisão de Loures - que se encontram suspensos de funções há mais de 10 meses, sem ordenado - a penas de três anos e sete meses e de dois anos e 10 meses de prisão, suspensas na sua execução por igual período, pelos crimes de cumplicidade com a associação criminosa, recetação e abuso de poder.

O coletivo de juízes aplicou penas efetivas a 21 dos arguidos, entre os três anos e 10 meses e os 10 anos e quatro meses de prisão, além da pena acessória de expulsão do país, por um período de 10 anos, aos arguidos de nacionalidade estrangeira.

Cinco outros arguidos ficaram com penas suspensas, que vão até aos quatro anos de prisão, tendo o tribunal absolvido duas das arguidas. Três dos envolvidos foram julgados na ausência, por se encontrarem fora do país.

Os arguidos terão causado um prejuízo de cerca de meio milhão de euros.