O tribunal da Guarda começou esta segunda-feira a julgar um caso que envolve 36 arguidos acusados de crimes de associação criminosa, fraude fiscal e contrabando, que pela dimensão está a ser realizado fora do Palácio da Justiça.

O mega julgamento de uma alegada rede de contrabando de tabaco, que envolve mais de uma centena de testemunhas e contém mais de 60 volumes processuais, está a decorrer nas instalações da Associação Empresarial NERGA, no Parque Industrial da Guarda.

Os 36 arguidos, de várias profissões e de vários pontos do país, são suspeitos da alegada prática de diversos crimes de associação criminosa, fraude fiscal, contrabando, contrabando qualificado e introdução fraudulenta no consumo agravado, entre outros.

Na primeira sessão do julgamento compareceram no tribunal 31 dos 36 arguidos, sendo que apenas dois dos réus estão detidos preventivamente nos estabelecimentos prisionais de Faro e de Pinheiro da Cruz.

No início da sessão, os arguidos prescindiram da leitura dos factos e apenas um aceitou prestar declarações ao tribunal.

Fonte do Tribunal da Comarca da Guarda disse à agência Lusa que é a primeira vez que decorre na cidade um julgamento desta dimensão e com necessidade de ser realizado fora do Palácio da Justiça.

Para o julgamento, o NERGA disponibilizou o auditório, que foi transformado em sala de audiências, e seis salas para os juízes, procuradores, testemunhas, advogados e arguidos.

Durante a realização do julgamento, cujas sessões serão realizadas de segunda a quinta-feira, a entrada principal do edifício do NERGA está reservado ao acesso de pessoas relacionadas com o mega julgamento.

Os funcionários do NERGA e os utentes da associação empresarial entram no edifício por um acesso diferenciado, disse à agência Lusa fonte daquela entidade.

O julgamento está a ser realizado sob fortes medidas de segurança, envolvendo vários elementos da PSP que utilizam detetores de metais para revistarem quem entra na sala e audiências.