Os incêndios florestais consumiram este ano pouco menos de um terço da área ardida em igual período do ano passado, tendo até 31 de julho sido destruídos 7.320 hectares, segundo dados oficiais.

O último relatório provisório de incêndios florestais do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indica que, entre 01 de janeiro e 31 de julho, os fogos provocaram 7.320 hectares de área ardida, menos 16.855 do que no mesmo período de 2013, quando as chamas já tinham consumido 24.175 hectares.

Segundo o mesmo documento, o número de ocorrências de incêndio também diminuiu um terço nos primeiros sete meses do ano em relação ao mesmo período de 2013.

Este ano registaram-se 4.467 ocorrências de fogo, menos 2.205 do que no ano passado, das quais 691 foram incêndios florestais e 3.776 fogachos.

«Comparando os valores do ano corrente com o histórico dos últimos dez anos, destaca-se que se registaram menos 58 por cento de ocorrências relativamente à média verificada no decénio e que ardeu menos 81 por cento do que o valor médio de área ardida no mesmo período», lê-se no relatório

O ICNF indica também que, entre 01 de janeiro e 31 de julho, ocorreram 126 reacendimentos, menos 533 do que a média dos últimos dez anos.

O maior número de ocorrências de fogo foi registado no distrito do Porto (912), seguido dos de Lisboa (438) e Braga (435), sendo os incêndios maioritariamente fogachos, ou seja, ocorrências de pequena dimensão que não ultrapassam um hectare de área ardida.

O relatório acrescenta que no distrito do Porto a percentagem de fogachos é de 93 por cento.

Já os distritos com maior área ardida foram Guarda, Porto e Viana do Castelo, com 1.272, 1.265 e 814 hectares, respetivamente.

O documento adianta que cerca de 75 por cento da área ardida no distrito do Porto (947 hectares) corresponde apenas ao fogo que deflagrou a 15 de junho na freguesia de Aboadela, sendo este o maior incêndio do ano.

De acordo com o ICNF, este ano registaram-se ainda oito grandes incêndios, que queimaram 2.559 hectares de espaços florestais, cerca de 35 por cento do total da área ardida.

Da análise mensal dos incêndios, o ICNF sublinha que os valores até 31 de julho do número de ocorrências e da área ardida foram, à exceção do mês de maio, «substancialmente inferiores às respetivas médias mensais dos últimos dez anos, com diferenças mais expressivas no mês de fevereiro, março e julho».

Segundo o relatório, julho foi o mês com maior número de incêndios, com 1.402 fogos, que provocaram 1.583 hectares de área ardida, enquanto em junho se registou mais área ardida (2.055 hectares) devido às 919 ocorrências.