A igreja continua a querer a reposição dos feriados religiosos suspensos em 2013, lembrando que foi combinado fazer uma reavaliação cinco anos depois (em 2018) e decidir consoante a situação económico-financeira do país.

«Ficou na Lei do Trabalho que os feriados ¿ tanto de índole civil como de índole religiosa ¿ foram suspensos e não suprimidos, e que numa avaliação, não antes do ano 2018, será ponderado se se deve continuar como está ou se se deve repor esses quatro feriados», disse à agência Lusa o porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa, Manuel Morujão.

A Assembleia da República debate esta sexta-feira um projeto do PCP para a reposição dos quatro feriados suspensos em 2013, um diploma com o qual o PS mostrou estar de acordo, considerando, porém, «proclamatória» a intenção da maioria PSD/CDS de os repor progressivamente a partir de 2015.

A posição do PS foi assumida na quinta-feira pelo líder parlamentar do PS, Alberto Martins, depois de confrontado com o teor do diploma do PCP que será discutido hoje no plenário da Assembleia da República.

«Este Governo é um Governo de boas intenções e más práticas. A realidade é o empobrecimento da vida coletiva portuguesa, com mais cortes, mais custos, mais desemprego e emigração. Ao mesmo tempo há uma realidade ilusória, fictícia, fantasmática, que é dizer-se que vamos ter o melhor dos mundos, que vai haver feriados, que há 50 mil milhões de investimento e que vai haver aumento de emprego», declarou Alberto Martins.

Por seu turno, na quinta-feira, o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou que a intenção de a maioria avaliar a reposição gradual dos feriados, a partir de 2015, não passa de uma «manobra de diversão».

«É o costume, ou seja, mais uma manobra de diversão e de dilação, na medida em que admitem considerar essa possibilidade lá para o fim da presença da troika», disse Jerónimo de Sousa.

A Assembleia da República debate esta sexta-feira um projeto de lei do PCP para a reposição dos quatro feriados retirados em 2013, em que se incluem os feriados civis de 5 de outubro e 1 de dezembro.

A Antena 1 noticiou que existe um compromisso da maioria governamental de reavaliar esta matéria no próximo ano, citando fontes de PSD/CDS que admitem uma eventual reposição gradual dos feriados.