Foi uma batalha emocionada, dura, sempre com o grande sorriso da Nonô e o seu mundo cor-de-rosa. Um mundo que perde brilho, porque a menina, de cinco anos, não resistiu ao tumor no rim diagnosticado em 2013.

Leonor Coutinho morreu ao final do dia de quarta-feira, dia 3 de setembro, e encheu o Facebook de lágrimas. A sua página - Os Aprendizes da Nonô - é seguida por mais de 100.000 pessoas, que ontem não conseguiram expressar um sorriso.

«Ensinou-nos a Aceitar e a Sorrir. Há alguns minutos atrás, a Nono regressou aos braços de Jesus. Pode finalmente descansar e olhar por nós. Deixa-nos um legado enorme. De sorrisos, de perserverança», lê-se no post publicado por volta das 22 horas.

A família agradece «todas as palavras de carinho e o apoio incondicional ao longo destes meses» e pede «que seja respeitada a privacidade» da família, prometendo mais esclarecimentos para um momento mais oportuno.

Os comentários de pesar das pessoas que acompanharam a luta da menina e da sua mãe, Vanessa Afonso, multiplicam-se. Nonô era mesmo um fenómeno de pureza, alegria e coragem, que conquistou amigos nas redes sociais. Amigos que hoje a homenageiam alterando a sua foto de perfil para o mundo cor-de-rosa que ela tanto gostava.

A menina encontrava-se na Alemanha, a braços com um tratamento de células dendítricas, a reforçar a terapia feita em Portugal, junto do IPO de Lisboa.

O tumor de Nonô foi diagnosticado em Junho de 2013. Denominado Willms bilateral, atacou o rim direito e foi descoberto já em estado avançado. Depois de vários tratamentos, a cirurgia ao rim aconteceu no início do verão, tendo retirado também um tumor que já se tinha alojado no pulmão.

«Aceita e sorri» era o seu lema. Deixa uma lição de vida e aprendizagem a quem a acompanhou também no livro que lançou com a mãe, no passado mês de maio. Precisamente com o título «Aceita e Sorri».