A PSP anunciou esta quarta-feira a detenção de seis pessoas suspeitas dos crimes de posse de arma proibida e tráfico e mediação de arma, numa operação nos distritos de Lisboa, Setúbal, Leiria e Faro em que foram apreendidos 580 artigos pirotécnicos.

Entre os artigos pirotécnicos apreendidos, estão fachos de mão, paraquedas e potes de fumo, tendo, no decurso da operação denominada “Red Light”, sido confiscados também 12 bolsas salva-vidas, uma arma de ar comprimido, sete computadores, um automóvel e seis telemóveis.

A PSP adianta ainda, segundo a Lusa, que a ação nasceu de uma investigação delegada nesta força policial, que tem a competência exclusiva no país para o controlo e regulação do fabrico, comércio e utilização de produtos explosivos, pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa, para a obtenção de “prova material para os crimes de detenção de arma proibida e mediação de arma”.

À agência Lusa, o intendente Pedro Nuno Moura explicou que um dos detidos é um empresário de Lisboa ligado ao meio náutico, adiantando que um vendedor da mesma empresa está igualmente entre os detidos. Ambos vão ser ouvidos hoje no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa, em primeiro interrogatório judicial para a eventual aplicação de outras medidas de coação.

“Os restantes quatro foram detidos em flagrante delito no âmbito das buscas e na posse de artigos pirotécnicos, tratando-se de pessoas que tiveram contactos comerciais com a empresa suspeita”


Pedro Nuno Moura referiu que estas pessoas foram restituídas à liberdade após prestação de termo de identidade e residência.

Neste caso, esclareceu o responsável, as detenções ocorreram em Vila Real de Santo António, Nazaré, Cascais e Oeiras. “A empresa e o seu proprietário já tinham sido objeto de infrações contraordenacionais e criminais”, adiantou o intendente.

Na operação, em que foram executados 25 mandados de busca domiciliária e não domiciliária (empresas e viaturas), a PSP constituiu arguidas mais 26 pessoas e 16 empresas naqueles distritos.

Pedro Nuno Moura afirmou que os artigos apreendidos terão sido importados, nomeadamente de Espanha e Itália, “sem autorização para tal”, notando que “todo o circuito económico, transporte e venda, também se encontrava em situação irregular”.

Nesta ação, participaram cerca de 100 elementos da PSP, dos departamentos de Armas e Explosivos e Investigação Criminal, e dos comandos distritais de Setúbal, Leiria e Faro. A investigação decorria há nove meses.