A Guardia Civil de Espanha anunciou a apreensão, em Vigo, de 59 toneladas de tubarão pescado na Nova Zelândia por um barco com bandeira portuguesa, com as barbatanas cortadas, prática proibida pela União Europeia.

Em comunicado enviado à agência Lusa, aquela força policial espanhola adiantou que a mercadoria apreendida pelo Serviço de Proteção da Natureza (SEPRONA) da Guarda Civil tinha como destino o mercado asiático.
 

"As leis comunitárias permitem o corte parcial das barbatanas para um melhor aproveitamento do espaço nos barcos. Já o corte total é proibido por poder possibilitar o arremesso, ao mar, dos corpos dos tubarões de maior dimensão, atribuindo as suas barbatanas, de grande valor, a exemplares de menor tamanho, podendo assim aumentar o número de capturas.".


De acordo com aquela força policial, os exemplares foram capturados por um pesqueiro de bandeira portuguesa na Nova Zelândia, e enviados em contentores frigoríficos, num barco de mercadorias, até ao porto de Berbés, em Vigo.

Os contentores transportavam 190 toneladas de peixe, entre elas, as 59 toneladas de tubarão de várias espécies, tendo os militares envolvidos na operação contabilizado mais de quatro toneladas de barbatanas cortadas.

A apreensão, segundo a Guardia Civil, "só foi possível pelo facto de a mercadoria ter sido descarregada em terra".

Os militares envolvidos na operação encontraram as barbatanas revestidas por um plástico que embalava os corpos mutilados que, por sua vez, estavam acondicionados em sacos de tela, não se podendo comprovar que se as barbatanas correspondiam aos corpos a que se encontravam unidas.

A Guardia Civil denunciou o caso ao ministério espanhol de Agricultura y Aduana, enquanto o pescado ficou à guarda da autoridade competente, em poder do proprietário.