O primeiro-ministro, António Costa, assegurou esta sexta-feira que, até ao final do ano letivo de 2016/2017, serão feitas intervenções nos edifícios escolares que apresentem os níveis mais graves de amianto.

António Costa disse que o governo está a rever o "mapa das intervenções em função do grau de gravidade" e que as "situações de nível quatro estarão concluídas até ao final do ano letivo de 2016/2017".

O primeiro-ministro respondia à deputada do PEV, Heloísa Apolónia, no debate quinzenal no parlamento, que advertiu em seguida que não são apenas os edifícios escolares que contém amianto e apelou para que o governo divulgue o plano de ação não só relativo às escolas mas a todos os edifícios públicos onde foi detetada a presença de amianto na sua construção.

"É um fator de descanso para as pessoas que trabalham nesses edifícios saber que tipo de intervenção é que vai ser feita", disse a deputada.

O deputado do PAN, André Silva, questionou o primeiro-ministro sobre as operações de prospeção de petróleo e gás natural que podem prejudicar o setor do turismo no Algarve, advertindo para um "elevadíssimo risco de catástrofe ambiental".

"Veremos definhar ecossistemas únicos, bem como a principal atividade económica do Algarve, o turismo, e também um forte aumento do desemprego no setor", criticou o deputado.

Na resposta, o primeiro-ministro defendeu que "é absolutamente essencial para o país conhecer os seus recursos naturais e prosseguir com a prospeção".

No entanto, ressalvou, "haverá uma avaliação devida sobre os custos e benefícios de qualquer solução".