O presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, inaugurou este domingo, a Avenida da Ribeira das Naus, numa cerimónia informal que assinalou a conclusão a segunda fase das obras na frente ribeirinha.

«Esta Ribeira das Naus é o ponto de entroncamento de dois eixos, o eixo da Baixa, mas também o eixo ribeirinho, fundamental na cidade de Lisboa, com uma larga extensão de 19 quilómetros», disse António Costa, frisando que o objetivo das intervenções no local é permitir um «usufruto pleno de todas as oportunidades que esta frente ribeirinha oferece à cidade».

O autarca falava aos jornalistas no final de uma visita àquela avenida, onde foram oficialmente reabertas a Doca da Caldeirinha e a Doca Seca, recuperadas durante a segunda etapa de intervenção na Ribeira das Naus.

Anteriormente tinha sido feita uma viagem em embarcações tradicionais no rio Tejo, entre o Terreiro do Paço e a Ribeira das Naus.

A segunda fase das obras começou há cerca de um ano, quando a Câmara de Lisboa inaugurou a primeira fase das obras na frente ribeirinha daquela avenida que incluiu a requalificação de infraestruturas, a construção da nova avenida e o avanço da margem sobre o rio.

Nesta intervenção mais recente foi também criado um novo jardim, que já atrai várias pessoas ao local. Segundo António Costa, «este é um exemplo de como o espaço público pode ter usos múltiplos».

Estas obras estão enquadradas num «processo de revitalização progressiva da zona da Baixa [Pombalina]», adiantou o presidente.

O trânsito na Ribeira das Naus só reabrirá em setembro, com «muitas restrições», anunciou António Costa na quarta-feira, explicando que a avenida será encerrada à circulação automóvel aos fins de semana e durante o período de férias escolares. O trânsito foi cortado em abril, para finalizar a segunda fase de requalificação.