
O presidente da Câmara de Lisboa defendeu, nesta quinta-feira, a contratação de António Mega Ferreira, por 19 mil euros, para a realização de um estudo sobre o Museu da Cidade e que obedeceu a «um critério de qualidade».
«É alguém com já deu provas de conhecer bem a cidade, de compreender bem a história da cidade e de saber como a história é apresentada e reinventada de forma a cativar todos», sustentou António Costa, citado pela Lusa, à margem de uma cerimónia de apresentação da nova sede da EDP na avenida 24 de julho.
Para o autarca, António Mega Ferreira «tem todas as qualidades para fazer um excelente trabalho».
Na quarta-feira, os vereadores da oposição da Câmara de Lisboa levantaram dúvidas sobre a contratação de Mega Ferreira, apelindando-a de «principesca», mas que, ainda assim, recebeu o parecer favorável da maioria.
O escritor vai realizar um estudo com um prazo de quatro meses visando uma renovação do Museu da Cidade - que poderá vir a chamar-se Museu de Lisboa e mudar de instalações para um edifício de arquitetura contemporânea novo ou a reabilitar - com ênfase no século XX e XXI, informou a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
Esta aquisição de serviços a Mega Ferreira foi criticada pelo PSD, CDS-PP e PCP e acabou por ser aprovada apenas com os votos do PS e do vereador independente Sá Fernandes (eleito na lista do PS). O PCP e os vereadores do movimento Cidadãos por Lisboa (também eleitos nas listas do PS) abstiveram-se, enquanto PSD e CDS votaram contra.
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