O especialista João Rucha Pereira referiu, em entrevista na TVI24, quatro medidas que Portugal pode tomar para prevenir o terrorismo.
 
Segundo o mestre em Psicologia Criminal, Portugal tem de «melhorar a parte da inteligência», possibilitando «trocas informação mais rápidas».
 
Deve, depois, «ter analistas especializados a analisar essa informação», para «perceber o que as forças de segurança têm de fazer em relação à prevenção».
 
O especialista em prevenção de terrorismo defende ainda que é necessário «aumentar o controlo aleatório de fronteiras terrestres».
 
Quanto às fronteiras aéreas, João Rucha Pereira considera que é preciso «implementar uma base de dados de pessoas que viajam para os países problemáticos», para que, a qualquer altura, as forças de segurança possam saber «se algum desses cidadãos referenciados está no nosso país».
 

«Apesar de Portugal, teoricamente, não ser um potencial país de terrorismo, não quer dizer que isso não possa acontecer. Não podemos dizer que, por não ter acontecido nada, não vai acontecer».

 
Esta terça-feira, o Conselho Superior de Segurança Interna, presidido por Pedro Passos Coelho, reúne-se para analisar a estratégia nacional antiterrorista

A semana passada, a ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, referiu que o Governo está a preparar «um afinamento» da legislação de combate ao terrorismo, apesar do quadro legislativo, «de uma forma global, responder às exigências colocadas pelo fenómeno». 

Segundo a atual lei de combate ao terrorismo, «quem praticar atos preparatórios da constituição de grupo, organização ou associação terrorista é punido com pena de prisão de um a oito anos». 

Além desta lei, também o Código de Processo Penal e a Lei da Nacionalidade podem sofrer alterações.

O primeiro-ministro já garantiu que o Governo não tenciona mexer na Lei da Nacionalidade a propósito da identificação de jihadistas, mas «não está excluído fazer pequenas alterações», como um maior «rigor» na concessão da nacionalidade por naturalização.

Passos Coelho admitiu que, tendo presente os últimos acontecimentos terroristas em França e na Bélgica, é agora « oportuno avançar com medidas preventivas concretas, evitando assim decisões reativas face às ações terroristas», sublinhando que, neste processo, conta sobretudo,a «capacidade de detetar precocemente tais ameaças», investindo assim na redução do risco e no trabalho fundamental desenvolvido pelos serviços de informação. 

Esta reunião decorre numa altura em que a Procuradoria Geral da República confirmou a existência de vários inquéritos para investigar factos relacionados com o denominado Estado Islâmico.

Esta segunda-feira, o governo espanhol e o PSOE chegaram a acordo para «apertar» as leis antiterroristas em Espanha.