O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Luanda apresentou esta terça-feira três presumíveis autores do homicídio voluntário, por asfixia, de um geofísico português, de 62 anos, ação liderada pelo próprio motorista, que confessou o crime à polícia angolana.

De acordo com o porta-voz provincial do SIC, Fernando de Carvalho, o referido crime foi "arquitetado" pelo motorista de Luís de Mendonça Torres e o cadáver, já em decomposição, foi encontrado no município do Dande, província angolana do Bengo, a cerca de 100 quilómetros a norte da capital.

Em conferência de imprensa, o responsável do SIC esclareceu igualmente que o roubo da viatura do cidadão português, também com nacionalidade angolana, e dos cartões de débito e crédito com os respetivos códigos foram o móbil do homicídio, que envolveu a par do motorista mais quatro cidadãos, um deles ainda em parte incerta.

A Lusa noticiou na segunda-feira que este crime terá sido consumado no dia 5 de abril de 2017, versão confirmada esta terça-feira pelo SIC, acrescentando que foi antecedido por um sequestro e coações à vítima com armas de fogo de Luanda até ao município do Dande.

O motorista da vítima há mais de dez anos, agora em prisão preventiva juntamente com os restantes dois elementos, confessou o crime, argumentando que a "intenção não era tirar a vida do cidadão português, mas apenas se apossar dos seus pertences".

Desta ação, segundo o SIC - Luanda, foi possível recuperar a viatura da vítima e a viatura utilizada pelos marginais.

Os restos mortais de Luís de Mendonça Torres, de 62 anos, descobertos a 22 de maio, foram trasladados na segunda-feira para Portugal.