A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) defendeu esta terça-feira a entrada para a pré-aposentação aos 50 anos e para a reforma aos 60 anos devido ao risco e ao desgaste rápido da profissão.

A aposentação dos bombeiros profissionais e municipais foi um dos assuntos que esteve em debate na reunião que os dirigentes da associação e do sindicato que representam a classe mantiveram esta terça-feira de manhã com o secretário de Estado da Administração Interna, João Almeida.

No final do encontro, o presidente da ANBP, Fernando Curto, disse à agência Lusa que o limite para a aposentação dos bombeiros profissionais não pode continuar a ser os 66 anos, uma vez que põe em causa a sua capacidade de prestar um bom socorro à população e a sua própria salvaguarda.

Fernando Curto adiantou que há estudos a comprovar o desgaste físico e psicológico dos bombeiros profissionais, além do índice de mortalidade ser maior do que a restante população.

Nesse sentido, defendeu que os bombeiros profissionais deviam poder passar para a pré-aposentação aos 50 anos e para a reforma aos 60 anos, tendo em conta que “é uma profissão de risco e de desgaste rápido”.

Sobre a questão da aposentação, o presidente da ANBP disse que João Almeida ficou de agendar uma reunião conjunta com o ministro ou secretário de Estado da Segurança Social.

O mesmo responsável afirmou também que, nos próximos anos, a média de idades dos bombeiros profissionais vai situar-se entre os 45 e os 56 anos.

A situação laboral da Força Especial de Bombeiros (FEB) e dos bombeiros profissionais que trabalham nas associações voluntárias foi outro dos assuntos da reunião, tendo os dirigentes da associação e do sindicato defendido junto da tutela que é “urgente” uma regulamentação da carreira e a concretização dos acordos coletivos de trabalho.

Fernando Curto disse também que continua à espera que as secretarias de Estado da Administração Local e da Administração Pública enviem a proposta sobre o regime jurídico dos bombeiros profissionais, documento há muito esperado, mas teme agora que o Governo não tenha tempo para a sua concretização.

O presidente da ANBP afirmou ainda que se os bombeiros profissionais dependessem totalmente do Ministério da Administração Interna, “90 por cento das reivindicações já estariam aprovadas”, como reporta a Lusa