A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP) pediu, nesta segunda-feira, ao Ministério da Administração Interna para resolver problemas do setor que estão “pendentes há mais de 10 anos”, como a falta de efetivos.

Os dirigentes da ANBP e do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais estiveram hoje reunidos, pela primeira vez, com a ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, tendo apresentado um dossiê com as principais reivindicações do setor.

O presidente da ANBP, Fernando Curto, disse à agência Lusa que pediu à tutela para resolver problemas que estão “pendentes há mais de dez anos”.

Entre as principais reivindicações, Fernando Curto apontou a falta de bombeiros profissionais, adiantando que estão em falta centenas de elementos e é necessário preencher os quadros dos bombeiros que se aposentaram.

Considerando a situação grave, o presidente do ANBP afirmou que a falta de pessoal está relacionada com o bloqueamento das carreiras, defendendo, por isso, um regime de exceção para os bombeiros profissionais que permitisse a entrada de novos elementos.

A ANBP pediu também à tutela para criar uma carreira única para os bombeiros profissionais e municipais, sublinhando que uma uniformização acabaria com o desfasamento de salários, ingressos e postos.

Fernando Curto disse igualmente que é necessário regulamentar a carreira da Força Especial de Bombeiros (FEB) e uniformizar os seguros de todos os bombeiros.

Para o presidente da ANBP, as apólices dos seguros devem ser iguais para os profissionais e voluntários.

A associação que representa os bombeiros profissionais quer ainda que a Liga dos Bombeiros Portugueses deixe de supervisionar a Escola Nacional de Bombeiros e de gerir o fundo social do bombeiro.