Os sindicatos da PSP exigiram  “uma mudança de atitude” da ministra da Administração Interna e ameaçam com “uma luta acérrima e de caráter permanente” caso não sejam aceites as reivindicações dos polícias.

Os sindicatos da PSP estiveram esta quinta-feira de manhã reunidos para fazer o balanço das negociações com a ministra Anabela Rodrigues no âmbito do processo de revisão do estatuto profissional da PSP, cuja terceira ronda tem início hoje.

“Exige-se à ministra uma mudança de atitude, começando, desde logo, por um discurso sério e objetivo, para que na terceira ronda de reuniões se procurem verdadeiramente melhorar as condições socioprofissionais daqueles que dão a própria vida se preciso for, em prol da segurança nacional”, referem os sindicatos da PSP, num comunicado conjunto.


As estruturas sindicais da Polícia de Segurança Pública exigem também que “os mais altos responsáveis do Governo assumam as suas responsabilidades neste processo”, sublinhando que caso, tal não aconteça, “a contestação será inevitável“.

Os sindicatos, que assumem estarem juntos pela “defesa dos polícias, PSP e da segurança em Portugal”, adiantam que vão procurar junto da tutela, “até ao último momento, a aprovação de um estatuto digno”.

“Não podemos contudo deixar de afirmar publicamente que a não aprovação de um estatuto digno por parte do Governo não tem outro responsável que não seja o próprio Governo. Da mesma forma, que a aprovação de um estatuto nada dignificante para os polícias irá ter por parte dos sindicatos uma luta acérrima e de caráter permanente”, sublinha o comunicado dos 10 sindicatos da PSP.

Estas estruturas sindicais consideram que “a flexibilidade da ministra é insuficiente para ir ao encontro das reivindicações fundamentais dos polícias”.

Nesse sentido, pedem à tutela que apresente, durante a terceira ronda negocial, “um conjunto de propostas mais consentânea com a dignidade que os polícias merecem” e defendem que a discussão deve ser realizada tendo por “base um articulado, que permita a sua discussão objetiva, e não um mero debate de ideias”, cita a Lusa.

Horário de trabalho, férias e reconhecimento da condição policial e de profissão de desgaste rápido são algumas das questões fundamentais para os sindicais e que a ministra não quer integrar no novo estatuto profissional.