A ministra da Administração Interna, Anabela Rodrigues, expressou esta segunda-feira, no aniversário da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), em Sintra, “sentido reconhecimento” aos bombeiros e suas famílias, pelos riscos e sacrifícios associados ao desempenho das missões de socorro.

Segundo Anabela Rodrigues, a missão confiada aos bombeiros “não está isenta de riscos e comporta sacrifícios da vida familiar”, expressando “sentido reconhecimento aos bombeiros portugueses” e agradecimento às suas famílias, como reporta a Lusa.

A ministra participou nas comemorações do 20º aniversário da ENB, que tem como associados a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) e a Liga dos Bombeiros Portugueses e está sedeada na Quinta do Anjinho, em Sintra.

A governante aproveitou a ocasião para prestar homenagem a todos os formadores da escola que se “tornou de referência” e deve consolidar o projeto “e preparar o futuro”.

“Há que manter a qualidade e exigência da formação, corrigir e adaptar as medidas que se mostrem aquém do desejado e saber concretizar, no contexto nacional, as melhores e mais recentes práticas internacionais”, salientou.


Os três eixos de atividade na ENB para 2015 assentam em “melhorar o acesso, garantir a qualidade e fomentar a inovação”, notou a ministra, sublinhando que a aposta no novo Centro de Simulação de Realidade Virtual assume uma “enorme relevância” na melhoria da formação dos bombeiros.

O presidente da ENB, José Ferreira, destacou que a maioria da formação é realizada junto dos corpos de bombeiros e, nesse sentido, foram abertos concursos para o recrutamento de 174 formadores na área dos fogos florestais e mais 220 vagas em salvamento e desencarceramento.

A formação dos bombeiros portugueses, em 2014, “ascendeu a um milhão e 34 mil horas”, revelou José Ferreira.

A ENB tem conseguido investir na melhoria de instalações e em novos modelos de ensino através do recurso a fundos comunitários, mas o dirigente frisou que, a verba do Orçamento do Estado, por via da ANPC, “mantém-se inalterada desde 2005”, obrigando a encontrar soluções para o futuro.

Ainda assim, “os bombeiros portugueses, voluntários ou profissionais, recebem formação do melhor nível, independentemente da sua relação jurídica de emprego”, vincou José Ferreira.