A mulher suspeita de ter mantido o filho em cativeiro durante vários anos na cave da sua casa na Amoreira, em Cascais, vai ficar em prisão preventiva, disse hoje à Lusa o comandante da GNR de Alcabideche.

A suspeita, com cerca de 60 anos, conheceu hoje a decisão do Tribunal de Cascais, após primeiro interrogatório judicial, que começou ainda na tarde de quarta-feira.

"O tribunal decidiu que a arguida vai permanecer em prisão preventiva", referiu Filipe Costa.


O filho da suspeita, um homem com cerca de 30 anos, foi resgatado na terça-feira da cave de uma casa na Amoreira, onde, alegadamente, estaria "preso" há oito anos.

O alerta foi dado na sequência de supostas ameaças e agressões com armas da proprietária da casa a vizinhos. Durante as diligências no interior da casa, a GNR de Alcabideche encontrou um homem "preso na cave, com uma porta de ferro que tinha correntes e estava fechada a cadeado".

De acordo com relatos de vizinhos, recolhidos pela GNR, a vítima não era vista há cerca de oito anos.

O comandante da GNR contou hoje que a suspeita foi levada a uma consulta psiquiátrica de urgência, não tendo sido detetado qualquer distúrbio, daí ter sido presente a tribunal.

"A suspeita encontra-se tranquila, calma, nunca mais mostrou sinais de agressividade. O diálogo continua a ser complicado, pouco coerente e ela diz que mantinha o filho fechado na cave para protegê-lo, porque por vezes era violento", contou o oficial.


O caso está a ser acompanhado pela Polícia Judiciária e pela Segurança Social.