O INEM vai ter de passar a identificar os condutores das ambulâncias multadas. A exigência é da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, que dá, ainda, apenas 15 dias úteis aos infratores para pagarem a multa ou apresentarem a defesa por escrito.

Até há pouco tempo, quando uma ambulância do INEM era multada por excesso de velocidade bastava informar a ANSR de que o condutor ia em emergência médica e pedir o arquivamento do processo.

Mas as regras mudaram. 

Para o sindicato do setor isto pode colocar em risco o socorro às vítimas caso os técnicos de emergência decidam cumprir sempre os limites de velocidade.

Em Lisboa ou no Porto, onde há muitos radares, estão sujeitos, por exemplo, num turno de trabalho, pela inerência da sua profissão, da emergência de salvar vidas, passarem em excesso de velocidade nesses locais e chegarem ao fim do turno com dez multas. É toda uma situação que condiciona o técnico na rua e de querer acorrer a uma situação de salvar uma vida sem estar condicionado nessa função", disse à TVI Pedro Moreira, presidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-hospitalar.

O INEM, por sua vez, diz estar a trabalhar com a Autoridade de Segurança Rodoviária no sentido de ultrapassar a questão, assumindo que continua a pedir aos operacionais que cheguem o mais rápido possível às vítimas.

A TVI pediu um esclarecimento à ANSR mas, até ao momento, ainda não obteve reposta.