Os bombeiros de Amarante não tiveram uma ambulância, esta terça-feira, disponível para socorrer um homem de 92 anos, que acabou por morrer, apesar de estar a cerca de 100 metros do quartel.

A situação foi confirmada à Lusa pelo comandante da corporação, Luís Ribeiro, esclarecendo que, quando os bombeiros foram solicitados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), cerca das 13:00, não foi dada informação sobre a localização da ocorrência.

«Só ficámos a saber onde era quando vimos a viatura de emergência médica no lar aqui ao lado», esclareceu.

A corporação, acrescentou Luís Ribeiro, não pôde corresponder ao pedido de disponibilidade do CODU, porque no quartel, àquela hora, não havia ambulância disponível. Segundo o comandante, a viatura do INEM sediada nas instalações da corporação encontrava-se a fazer assistência técnica e as duas ambulâncias da corporação já tinham sido acionadas para outras ocorrências.

Face à situação, o CODU acionou uma ambulância dos bombeiros de Vila Meã, também no concelho de Amarante, que demorou cerca de 20 minutos a chegar ao lar da misericórdia, na sede do concelho, onde se encontrava o idoso.

Quando os bombeiros chegaram confirmaram o óbito, disse à Lusa o comandante de Vila Meã, Albano Teixeira.

«Num caso como este, de paragem cardiorrespiratória, em que os primeiros três minutos são essenciais para reverter o quadro, se demorarmos 20 minutos já vamos com aquela sensação de derrota, porque sabemos que é mais difícil o socorro», disse o comandante dos bombeiros de Vila Meã.

Albano Ribeiro disse não fazer sentido «correr o risco de percorrer 20 minutos em estradas degradadas», apelando «às entidades devidas para que se debrucem sobre esta situação, porque já não é a primeira vez que acontece e que resulta numa morte».