Seis das 30 sub-regiões do país, lideradas pela Grande Lisboa, estão acima da média nacional no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR) do Instituto Nacional de Estatística (INE) de acordo com dados de 2011, divulgados esta sexta-feira.

Segundo os dados do INE, apesar da Grande Lisboa liderar o índice em termos globais (107,76) e apresentar resultados acima da média nacional em duas das três componentes que servem de cálculo ao ISDR - competitividade (onde também lidera, destacada, com 118, 84) e coesão (104,04) - caiu para valores ligeiramente abaixo da média nacional (99,43) na componente de qualidade ambiental, face a 2010.

As restantes sub-regiões acima da média nacional no ISDR são o Grande Porto, Cávado, Baixo Vouga, Minho-Lima e Serra da Estrela.

No extremo oposto, a Região Autónoma dos Açores (91,56) e Tâmega (91,86) são as sub-regiões piores classificadas, a nível global, no Índice Sintético de Desenvolvimento Regional, apresentando valores abaixo da média nacional na competitividade e coesão e acima do índice 100 na qualidade ambiental.

No índice de competitividade, para além da Grande Lisboa, as sub-regiões acima da média nacional são o Grande Porto (104,41), Baixo Vouga (103,78), Ave (101,25) e Entre Douro e Vouga (100,41).

Segundo o INE, no índice de competitividade os resultados obtidos «continuavam a indicar um retrato territorial em que se destacavam dois espaços centrados nos territórios metropolitanos de Lisboa e do Porto, que contrastavam com o Interior continental».

Já a coesão, que «procura refletir o grau de acesso da população a equipamentos e serviços coletivos básicos de qualidade» e também «a eficácia das políticas públicas traduzida no aumento da qualidade de vida e na redução das disparidades territoriais», é liderada pelo Baixo Mondego (108,87), num índice em que 16 das 30 sub-regiões estão acima da média nacional.

Na componente da qualidade ambiental o primeiro lugar é da Serra da Estrela (114,32, o valor mais elevado a nível nacional), um índice onde 20 das 30 sub-regiões portuguesas alcançam resultados acima da média.

O pior desempenho ao nível da qualidade ambiental é registado pelo Alentejo Litoral (91,30) - a única sub-região de entre as 30 do país que apresenta índices abaixo da média nacional em todas as três componentes - seguido pela Lezíria do Tejo (94,99) e Baixo Mondego (95,88), como relata a Lusa.