O novo edifício da GNR em Amarante, uma obra de 1,2 milhões de euros, está pronto há sete meses, mas continua fechado, porque falta a mobília, lamentou hoje o presidente da câmara, alertando para a degradação do espaço.

"O edifício está a degradar-se. O espaço tem de ter utilidade e pior coisa que se pode fazer é fechar um edifício novo", comentou José Luís Gaspar, em declarações à Lusa.

O autarca explicou que a obra foi executada pela câmara, no âmbito de um protocolo celebrado com o Ministério da Administração Interna, mas a parte do mobiliário e demais equipamento é da responsabilidade da tutela.

"A tutela tem de mobilar o espaço e diz que tinha de abrir um concurso", referiu o presidente, reportando-se a informações que disse ter da GNR, acrescentando: "Tive conhecimento que já está a ser colocado algum mobiliário, sobretudo nas camaratas".

Insistindo na preocupação face à situação que se arrasta há meses, José Luís Gaspar precisou que as chaves do edifício ainda estão na posse do município.

Estou preocupado e quero entregar a chave", reforçou, lembrando que o Destacamento Territorial da GNR em Amarante, com uma área de intervenção de vários concelhos, trabalha há décadas em condições muito precárias, numas instalações cedidas pela câmara.

A Lusa contactou a GNR para obter esclarecimentos sobre a situação. Por escrito, a autoridade, através do serviço de relações públicas, informou apenas "que as novas instalações serão ocupadas quando estiverem reunidas todas as condições que permitam o seu normal funcionamento".

Nas declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Amarante também se mostrou preocupado com a situação do quartel do posto territorial da GNR em Vila Meã, segundo polo urbano do concelho.

José Luís Gaspar reafirmou que o equipamento é "horrível", em termos de instalações, e que há abertura da autarquia para ser encontrada uma solução, a qual, admitiu, poderá passar pela adaptação da antiga escola de Ataíde, com um novo edifício contíguo a construir, conforme tem sido analisado com a GNR.

À Lusa, afirmou que a solução pode obrigar a um investimento de 500.000 euros, mas a autarquia, ressalvou, só poderá avançar se houver financiamento.

Sobre a situação de Vila Meã, as relações públicas daquela autoridade policial informaram que "a GNR e a câmara municipal estão a desenvolver as necessárias diligências para a construção do quartel".