Os bombeiros de Amarante rejeitaram hoje qualquer responsabilidade no caso da morte de um idoso, ocorrida na terça-feira, próximo do quartel, que não foi socorrido por aquela corporação por não haver uma ambulância disponível.

Idoso morreu com bombeiros a 100 metros

O INEM (Instituo Nacional de Emergência Médica) acabou por recorrer à corporação de Vila Meã, cujos meios demoraram cerca de 20 minutos a chegar ao local da ocorrência, onde confirmaram o óbito.

De acordo com um comunicado dos bombeiros de Amarante, enviado hoje à agência Lusa, a corporação já tinha três viaturas em ocorrências de emergência, quando foram solicitados por uma chamada do INEM.

A viatura de Suporte Básico de Vida do INEM encontrava-se a fazer uma revisão técnica, «autorizada e agendada» por aquele instituto.

Os bombeiros recordam que as saídas para emergência hospitalar são da responsabilidade do INEM, através do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes).

«Não entendemos assim de quem são as falhas e que falhas referenciadas nos órgãos de comunicação social», lê-se no documento.

A corporação acrescentou que continua com a certeza de que os seus «objetivos serão sempre o empenho e dedicação constantes, especialmente nas situações de emergência».

No dia da ocorrência, o comandante da corporação, Rui Ribeiro, disse à Lusa que, quando os bombeiros foram solicitados pelo CODU, cerca das 13:00, não foi dada informação sobre a localização.

«Só ficámos a saber onde era quando vimos a viatura de emergência médica no lar aqui ao lado», esclareceu.