A PSP anunciou esta quinta-feira a detenção de dois homens e a apreensão de mais de 42 quilogramas de heroína, em Lisboa e na Amadora, naquela que é a maior apreensão deste estupefaciente realizada pela polícia a nível nacional.

Em conferência de imprensa, o comandante da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Lisboa da Polícia de Segurança Pública (PSP), Carlos Resende da Silva, explicou que os dois homens, de 33 e 47 anos, foram detidos na zona de Telheiras, em Lisboa, e na Amadora, na posse da droga, que se encontrava no interior das viaturas dos suspeitos.

Além da apreensão da heroína, que daria para cerca de 423.000 doses individuais - com um valor estimado no mercado a rondar o milhão de euros - os agentes policiais apreenderam ainda 76.300 euros aos dois suspeitos, resultantes da compra de parte da heroína.

“Estas detenções foram o culminar de uma investigação de mais de seis meses e permitiu fazer uma apreensão que se cifra como a maior de sempre de heroína feita pela Polícia de Segurança Pública”, sublinhou o comandante da DIC de Lisboa.


A primeira detenção ocorreu na zona da Amadora e, minutos depois, o segundo elemento seria igualmente detido em Telheiras, em Lisboa.

“Da investigação foi possível aperceber de que iria ocorrer uma transação que permitiria abastecer a área da Grande Lisboa com uma quantidade substancial de heroína. Nesse sentido, foi montado o dispositivo, com o auxílio da Unidade Especial de Polícia, que permitiu fazer a interceção, quer do comprador de uma parte dessa droga, quer do vendedor que pretendia fazer escoar todo o produto que tinha”, explicou o intendente Resende da Silva.

Um dos detidos é português, já com antecedentes criminais, e que seria o comprador da heroína, a qual terá entrado em território nacional por via terrestre. Já o vendedor da droga neste negócio é um cidadão estrangeiro, com passaporte europeu.

O comandante da DIC de Lisboa disse que esta apreensão não é sinal de que tenha aumentado o tráfico de droga, mas antes o reflexo do sucesso das investigações.

“O facto de haver mais apreensões, ou até apreensões de maior quantidade, não significa necessariamente que esteja a haver mais transações”, mas sim que as investigações se desenvolvem de forma a obterem este resultado, salientou o intendente Resende da Silva.

Este oficial considerou que, com esta operação, “diminuiu o tráfico de droga”, pois, segundo o próprio, a quantidade apreendida “permitiria abastecer a Área Metropolitana de Lisboa durante alguns meses”.

A investigação esteve a cargo de elementos da DIC de Lisboa, sob orientação do Ministério Público no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

A operação desencadeada na quarta-feira teve a colaboração de meios da Unidade Especial da Polícia, para que a abordagem aos arguidos fosse feita “com eficácia e segurança”.

Os dois suspeitos ficaram sujeitos à medida de coação de prisão preventiva depois de presentes a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa.

A última grande apreensão de heroína em Portugal ocorrera em 2012, quando a PSP deteve cinco indivíduos na zona da Grande Lisboa e apreendeu 28 quilogramas deste estupefaciente.