O PS recusou contestou nesta segunda-feira o que considerou «racionamento de medicamentos» para o cancro considerando que não se pode travar a aquisição de novos remédios pelos hospitais apenas porque são caros.

«Há uma linha vermelha que o PS nunca deixará ultrapassar. Não se pode admitir o racionamento de medicamentos muito menos de medicamentos na área de oncologia», afirmou o secretário nacional do PS para a área da saúde, Álvaro Beleza, em declarações à Lusa.

Considerando que o esclarecimento do ministério da Saúde «não satisfaz», Álvaro Beleza disse que poderá existir «um problema de chamado veto de gaveta».

Por outro lado, o socialista defende que «tem de haver racionalidade», pois, «os hospitais não podem comprar todos os medicamentos que entretanto aparecem por pressão da industria» e «tem que haver critérios objetivos, científicos de aprovação dos novos medicamentos».

Álvaro Beleza frisou, porém, que «não se pode também travar essa entrada porque são medicamentos caros quando eles de facto são eficazes».

«Está-se a desequilibrar a balança no sentido de racionar e isso é inadmissível». «Inadmissível», salientou beleza fazendo votos para que o «bom senso e sentido de humanidade» do ministro possa levar à resolução do problema de forma adequada.

«Acho que há uma orientação no sentido de critérios economicistas a todo o custo e é preciso ter bom senso e sentido de equilíbrio», insistiu Álvaro Beleza sublinhando que apesar de terem de existir poupanças no sistema de saúde, essas poupanças não podem ser feitas no tratamento dos doentes.