"Por sorte, como fomos os últimos a entrar, indicaram-nos a frente do barco para sentar. Como a explosão foi na parte de trás, acabámos por sair ilesos". É desta forma que Alvarim Miranda descreve o que aconteceu, esta manhã, em Bali, quando uma explosão num barco que transportava turistas fez dois mortos e 13 feridos.

O português viajava a bordo do barco que fazia a ligação entre Bali e as ilhas Gili, acompanhado pela mulher e mais dois portugueses, quando, "a cinco minutos da costa", se dá "uma grande explosão na parte de trás do barco" que transportava 35 passageiros, todos turistas, e quatro membros da tripulação.

Levanto-me, olho para a parte de trás e vejo um cenário horrível: pessoas a sangrar, presas, em pânico. O capitão do barco, depois do acidente, chama os meios de apoio e o que chega à nossa embarcação é um barco com quatro/cinco pessoas. Um barco pequenino que levou quatro/cinco pessoas. Os restantes ficaram no barco mais cerca de 15 minutos até ver um barco e rebocar com uma corda. Ou seja, o socorro foi uma coisa primitiva", revela o português, acrescentando que os coletes salva-vidas que existiam tinham fechos que "não funcionavam".

Segundo o português, não havia nem macas nem ambulâncias e as pessoas eram "retiradas dos barcos em ombros" e no porto, eram "estendidas no chão à espera de uma ambulância". 

Como não chegavam ambulâncias, como não apareciam meios, as pessoas eram transportadas nas bagageiras das carrinhas que fazem os transfers dos turistas. Uma situação que não lembra a ninguém".

Os quatro portugueses saíram ilesos do acidente e foram de imediato contactados pelo cônsul de Portugal na Indonésia que "se prontificou para ajudar no que fosse possível". 

Alvarim Miranda tentou sair de imediato do país, mas a agência de viagens informou-o de que não havia voo disponível. Ainda em choque com o que aconteceu, deixa um aviso a quem quer viajar para Bali.

Aproveito também para deixar um aviso para quem viajar para estes países, porque nestes países falta tudo. As pessoas devem pensar muito bem quando vêm para um país destes, porque tem hotéis magníficos, mas falta tudo o resto".