A Federação Nacional da Educação (FNE) acordou esta quarta-feira com o novo ministro, Tiago Brandão Rodrigues, um método de consulta regular para rever temas importantes para os professores, como o regime de concursos e a composição das turmas.

No final de uma reunião no Ministério da Educação, o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, disse aos jornalistas que ao nível da composição das turmas foram abordadas questões como o número de alunos e a possibilidade de desdobramento em algumas disciplinas, nomeadamente na aprendizagem de línguas.

Para os professores, frisou, não é só importante o número de alunos por turma, mas também o número de turmas por professor.


“O objetivo é termos um sistema educativo que promova o sucesso escolar”, afirmou.


A questão da avaliação dos alunos esteve também em cima da mesa nas várias vertentes: externa, interna e aferida.

O ministro, segundo Dias da Silva, pediu o contributo da FNE para esta matéria, no sentido de elaborar um plano global e integrado para o ensino básico. “Tudo ao serviço de melhores resultados dos alunos”, acentuou.

Da tutela, a FNE recebeu também a garantia de monitorização e revisão, caso se revele necessário, dos contratos de transferência de competência para os municípios na área da educação.

Tal como aconteceu na reunião com a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), foram abordadas futuras alterações ao regime de concursos de colocação de docentes, com os sindicatos a defenderem que para terem efeito no próximo concurso terão de ser delineadas até janeiro.

O ministro reuniu-se hoje, pela primeira vez, com as federações sindicais, no Ministério da Educação, onde na quinta-feira recebe os sindicatos de menor representatividade.