Um total de 9.831 estudantes ficaram colocados na segunda fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, que decorreu de 11 a 22 de setembro, segundo os dados oficiais divulgados esta quarta-feira.

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, o número de colocados na segunda fase do concurso representa um aumento de 2,6% face ao ano anterior.

Nesta fase o número de vagas colocadas a concurso foi de 11.419, às quais acresceram 2.320 vagas libertadas por candidatos colocados e matriculados na primeira fase que foram agora colocados na segunda fase. Apresentaram-se a concurso 19.135 candidatos.

Os dados revelam que não foram ocupadas 4.009 vagas.

Na primeira fase do concurso nacional de acesso já tinham sido colocados 44.923 estudantes dos quais se matricularam 39.662 (88,3%).

No conjunto da primeira e segunda fases já ingressaram no ensino superior público, através do concurso nacional de acesso, 47.173 novos estudantes, mais 2,9% que em 2016, incluindo estudantes matriculados na 1.ª fase e colocados na 2.ª fase.

Segundo o ministério, a colocação de estudantes nesta 2.ª fase confirma as estimativas de ingresso no ensino superior público, que apontam para cerca de 47.000 novos estudantes a ingressar por via do concurso nacional de acesso e para cerca de 73 mil novos estudantes quando consideradas todas as vias de ingresso.

Os dados da 2ª fase mostram ainda, acrescenta o ministério, que 40% dos estudantes foram colocados na sua primeira opção e que 4.674 estudantes foram colocados no ensino politécnico público e 5.157 no ensino universitário, representando um acréscimo de, respetivamente, dois por cento e três por cento face a igual fase do ano anterior.

Os resultados da segunda fase do concurso são divulgados na Internet no website da Direção-Geral do Ensino Superior, podendo ainda ser consultados através da aplicação ES Acesso, disponível nas plataformas iOS5 e Android6.

Para os estudantes agora colocados, a matrícula e inscrição é realizada entre hoje e 2 de outubro junto da instituição de ensino superior.

Cada instituição de ensino superior decide, para cada um dos seus cursos, sobre a abertura da terceira fase do concurso e as vagas a concurso são divulgadas no dia 5 de outubro no sítio da Internet da Direção-Geral do Ensino Superior.

A candidatura à terceira fase do concurso é apresentada entre 5 e 9 de outubro através do sistema online, disponível no website da DGES.

 

Há 38 cursos ainda sem alunos

Quase 40 cursos superiores continuam sem qualquer aluno colocado, depois de concluída a 2.ª fase do concurso nacional de acesso, predominando nesta lista cursos das áreas de engenharia nos politécnicos.

Um total de 38 cursos continua sem qualquer vaga preenchida, de acordo com os dados da DGES, maioritariamente formações nas áreas de engenharias lecionadas em politécnicos no interior do país.

Dos 1.063 cursos disponíveis no concurso nacional de acesso deste ano, 838 já não têm qualquer vaga disponível para a 3.ª fase.

As universidades do Algarve e dos Açores são as instituições com maior número de vagas disponíveis para a 3.ª e última fase do concurso nacional de acesso, para a qual, no total, sobraram 4.009 lugares.

Por outro lado, na Universidade Nova de Lisboa, na Universidade do Porto, na Universidade do Minho já não há vagas disponíveis. Na Universidade de Aveiro sobram três vagas e 13 na Universidade de Coimbra.

Medicina e Arquitetura lideram as médias mais altas de entrada no ensino superior na 2.ª fase do concurso nacional de acesso, com notas iguais ou superiores a 19 valores, acima dos 18,8 valores de média mais alta na 1.ª fase.

Os cursos de Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto (19,07 valores) e da Universidade Nova de Lisboa (19,05 valores) registaram as médias mais elevadas de entrada no ensino superior na 2.ª fase do concurso nacional de acesso.

Segue-se Arquitetura, na Universidade do Porto, cujo último candidato entrou com 19 valores, a encerrar a lista dos cursos com médias de candidatura de pelo menos 19 valores.

Dezanove cursos registaram médias de candidatura entre os 9,5 e os 9,99 valores.