Todos os distritos do país tiveram média negativa nas provas finais do 2.º Ciclo (6.ºano), o mesmo se passando nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, de acordo com os dados do Ministério da Educação.

Numa análise regional, mantém-se o distrito de Coimbra como aquele em que os resultados foram menos negativos, com uma média de 2,88 em 7.635 exames relativos ao ano letivo 2012/13.

No ano anterior, Coimbra liderou a lista dos distritos com melhores resultados nas provas finais de Português e Matemática que os alunos realizam no 6.º ano de escolaridade, quando concluem o 2.º Ciclo e que têm um peso de 30 por cento na nota final.

Apresentou então a média de 3,11 (numa escala de um a cinco), em 7.886 exames realizados, seguindo-se os distritos de Viseu e da Guarda, ambos com média de 3,10.

Agora, surgem a seguir a Coimbra as escolas portuguesas no estrangeiro, com média de 2,84 e um total de 960 provas.

No final da tabela, elaborada a partir de dados fornecidos pelo Ministério da Educação, está novamente a Região Autónoma dos Açores com média de 2,32 em 5.735 exames, contra 2,44 de média e 5.884 exames no ano anterior.

O distrito de Bragança apresenta uma média de 2,56 num total de 2.090 provas, enquanto Portalegre surge com média de 2,57 e 2.023 exames realizados.

Em 45 escolas a média de exames foi melhor do que a nota interna

Em 45 escolas, os alunos do 6.º ano conseguiram melhores resultados nos exames nacionais do que na nota final atribuída pelos professores ao trabalho realizado ao longo do ano em sala de aula, segundo dados do Ministério da Educação e Ciência.

Num universo de 1.148 escolas de alunos que, no ano letivo 2012/13, realizaram exames do 6.º no passado ano letivo, a maioria dos estudantes teve piores notas nas provas nacionais do que na nota interna atribuída pelo estabelecimento de ensino. Em apenas 45, a nota do exame superou a média interna.

No Colégio dos Plátanos, em Lisboa, a média a exame foi 3,43 valores (numa escola de zero a cinco). Comparando com a nota interna, os alunos tiveram 0,6 valores acima da média da nota interna, de acordo com uma tabela de resultados elaborada a partir de dados disponibilizados pelo Ministério da Educação e Ciência.

As médias no Colégio do Oriente, também em Lisboa, e a Escola Internacional da Covilhã também foram meio valor acima nos exames.

Em apenas dois estabelecimentos, a média da nota atribuída pela escola igualou a média conseguida no exame: no Colégio Militar, onde a média foi de 3,24 valores, e na Escola Básica dos 2.º e 3.º ciclos Santa Iria, em Santarém, onde a média foi de 2,9 valores.

Apenas 245 escolas com média positivas nas provas finais

Apenas 245 escolas (21 por cento) obtiveram média positiva nas provas finais do 6.º ano, em 2012/13, que contaram 30 por cento para a nota final do aluno, de acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Educação.

Num total de 1.147 escolas, 902 registaram média inferior a três (negativa), numa escala de um a cinco.

O ano letivo transato, a que se reporta este resultado, foi o primeiro em que a nota da prova final do 2.º Ciclo contou 30 por cento para a classificação final do aluno, à semelhança do que acontece com os exames do 9.º ano e do Ensino Secundário.

No topo da tabela surge o Colégio Euro-Atlântico, de Matosinhos (Porto), com média de 4,34 em 32 exames realizados.

Segue-se a Escola Internacional da Covilhã, Castelo Branco, com média de 4,28 em 18 exames.

A terceira posição é ocupada pelo Colégio de Nossa Senhora do Rosário, no Porto, com média de 4,07 num universo de 286 exames.

Outras três escolas privadas integram a lista das seis mais bem classificadas em exame. O Colégio Saint Peter`s School II, em Palmela, (Setúbal) atingiu média de 4,05, num total de 152 exames, o Colégio dos Plátanos (Sintra) realizou 150 provas e conseguiu média de 4,04 e o Colégio Oriente alcançou média de 3,98, em 44 exames.