Dois alunos do curso de fuzileiros da Marinha estão desaparecidos desde domingo à noite, na sequência de um exercício, estando em curso operações de busca.

Segundo o porta-voz da Marinha, o comandante Paulo Vicente, dez cadetes do curso de oficiais fuzileiros do regime de contrato, foram largados, aos pares, ao final da tarde de domingo, na Lagoa de Albufeira, Sesimbra, com o objetivo de chegarem à Base dos Fuzileiros, em Coina, concelho do Barreiro, num exercício que visava testar a orientação dos futuros oficiais fuzileiros.

“Normalmente, os cadetes chegam logo nessa noite de domingo ou até ao final da manhã de segunda-feira. Dos dez elementos largados, apenas chegaram oito. Contudo, esta situação já aconteceu outras vezes e a nossa esperança é a de que ainda os consigamos encontrar”, sublinhou o porta-voz da Marinha, em declarações à agência Lusa.

À TVI24, o comandante Paulo Vicente acrescentou que decorrem buscas para encontrar os dois jovens, de idades a rondar os 20 anos, que estão a ser levadas a cabo por uma centena de fuzileiros de várias unidades de fuzileiros, tendo a Marinha já informado a Guarda Nacional Republicana da situação.

O porta-voz da Marinha disse também que os dois alunos foram avistados ao final da tarde de segunda-feira a meio do trajeto.

Paulo Vicente explicou ainda que o exercício em causa, tendo em conta que se trata de uma força militar especial, é realizado sem recurso a meios ou equipamentos tecnológicos, mas que os alunos possuem um número de telefone para o qual podem ligar caso necessitem.

Os formandos são largados num ponto e têm de percorrer uma determinada distância até ao seu destino final, sem o uso de bússola, de GPS ou de qualquer outro tipo de comunicações.

Ao longo do exercício, os cadetes têm igualmente de se esconderem para não serem identificados ou avistados por instrutores que se encontram no terreno.