O presidente da Câmara da Figueira da Foz anunciou a instalação de uma ponte militar na Estrada Nacional 111 (EN111), em Pontes de Maiorca, para permitir a utilização desta via que liga aquela cidade a Coimbra.

A EN111, que deveria funcionar como “alternativa natural” à autoestrada entre Coimbra e Figueira da Foz (A14), está interrompida ao trânsito, nos dois sentidos, devido a obras na zona normalmente conhecida por Pontes de Maiorca, na freguesia de Maiorca, concelho da Figueira da Foz.

A A14 está interdita à circulação automóvel, na zona de Montemor-o-Velho, desde as 08:30 de hoje, na sequência de um aluimento do piso, na tarde de sábado, altura em que o trânsito foi, desde logo, cortado no sentido Coimbra-Figueira da Foz.

O presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, que falava aos jornalistas, hoje, ao final da tarde, junto ao local onde o piso da A14 abateu, prevê que a instalação e entrada em funcionamento da ponte militar na EN111 demore “sete a nove dias”, adiantando que os trabalhos ali em curso vão ser interrompidos.

“Vamos suspender a obra” naquele lanço da EN111 (entretanto municipalizado) e “recorrer ao Departamento de Engenharia do Exército, em colaboração com a Autoridade Nacional de Proteção Civil”, para que “todo o trânsito” possa passar a ser feito por esta estrada, anunciou o autarca.

Os serviços municipais da Figueira da Foz estavam a intervir em duas estruturas, em cimento armado, para escoamento de águas dos campos do Mondego.

Uma daquelas estruturas “já está concluída” e “a construção da outra vai ser suspensa”, para permitir a instalação da ponte militar, cujo custo está estimado em cerca de 40 mil euros.

Relativamente ao pagamento da ponte, “teremos de articular com a Brisa (concessionária da A14), mas vamos imputar responsabilidades”, disse o presidente do município da Figueira da Foz, que também preside à Comunidade Intermunicipal (CIM) Região de Coimbra.

João Ataíde apelou, entretanto, aos transportadores de mercadorias, designadamente fornecedores de madeira das celuloses da Figueira da Foz, para que utilizem percursos alternativos, como a A17 e a EN109.

“Queremos evitar o trânsito de veículos pesados de grandes dimensões nas freguesias”, sublinhou o autarca, referindo estar “preocupado com Santo Amaro da Boiça e Maiorca”, localidades que são atravessadas pela via alternativa mais curta entre Coimbra e Figueira da Foz.

A ponte militar “vai suportar veículos pesados”, esclareceu João Ataíde, salientando que o facto de se pretender instalar ali uma estrutura “mais sólida e mais eficaz” implica que demore mais tempo a montar, isto é, sete a nove dias.

Numa primeira avaliação, a Brisa admitiu, por outro lado, que a reparação da A14 demore seis a sete semanas.

Para a circulação de veículos pesados, a GNR, citada numa nota sobre as alternativas à A14, emitida pela Brisa, concessionária daquela autoestrada, recomenda a utilização da A17 até Louriçal e, depois, o IC8 até Pombal e à A1, ou a EN109.