O Papa celebrará missa no Porto, a 14 de Maio, num altar decorado com imitação da talha barroca típica de templos locais
e com mobiliário oferecido pelas autarquias e indústria especializada do Vale do Sousa.
A informação foi avançada
esta quinta-feira, em conferência de imprensa, pela comissão mista Diocese/Câmara que está a preparar a presença papal na
cidade.
O padre Américo Aguiar, porta-voz diocesano, disse que o altar já foi validado pelas equipas de segurança
e de liturgia do Vaticano.
O chefe de gabinete do presidente da Câmara do Porto, Manuel Teixeira, não quantificou
os custos do altar, que a autarquia suporta, mas recusou os «zuns-zuns sobre fortunas» e garantiu que «tudo é feito com
parcimónia» e com recurso à «prata da casa», ou seja, a meios humanos e técnicos da autarquia.
O altar terá 39 metros
de largura e será instalado frente à Câmara Municipal, tapando a estátua do escritor Almeida Garrett. As sacristias para o
serviço religioso serão montadas no interior do próprio edifício da Câmara do Porto. Haverá três sacristias, uma para Bento
XVI, outra para o seu séquito e uma outra para bispos portugueses e estrangeiros concelebrantes.
Audemiro Rocha,
o arquitecto da autarquia que liderou a equipa responsável pela concepção do altar, explicou que se procurou fazer um trabalho
com recurso exclusivo a «materiais e soluções do Norte».
Adiantou ainda que os órgãos de comunicação social terão
«muito boas condições de trabalho» nas imediações do altar.
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