Oito dos 41 arguidos presentes a primeiro interrogatório judicial após detenção na passada quinta-feira, durante uma megaoperação da Polícia Judiciária (PJ) na Alta de Lisboa, ficaram em prisão preventiva.

De acordo com uma nota publicada na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), dos 53 arguidos detidos, 41 foram presentes a primeiro interrogatório judicial, que teve início na sexta-feira, e a oito deles foi aplicada a prisão preventiva, enquanto os restantes estão sujeitos a termo de identidade e residência.

Os arguidos presos preventivamente foram “fortemente indiciados pela prática dos crimes de tráfico de estupefacientes, associação criminosa e branqueamento de capitais”.

A operação da PJ decorreu no Bairro da Cruz Vermelha, no Lumiar (Lisboa), no âmbito de uma investigação de crimes de tráfico de droga, associação criminosa e branqueamento de capitais.

Segundo a Polícia Judiciária (PJ), os detidos têm entre 17 e 61 anos. A polícia indicou inicialmente terem sido detidas 52 pessoas.

Durante a operação, coordenada pela Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ, foi dado cumprimento a 100 mandados de busca domiciliárias e a 52 mandados de detenção, culminando na apreensão de dinheiro, droga, viaturas e armas proibidas.

Participaram na megaoperação 260 investigadores das unidades de Lisboa, Coimbra, Leiria, e Setúbal, devido à sua envergadura.