Por: tvi24 | 19- 1- 2011 12: 19
A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) confirmou esta quarta-feira que as algemas distribuídas às forças
de segurança são relativamente fáceis de abrir, depois de o director-geral dos Serviços Prisionais ter afirmado que ele próprio
consegue retirá-las, noticia a Lusa
«Há umas algemas que são muito difíceis de abrir, são aquelas que têm qualidade.
Há outras, que são as distribuídas nas forças de segurança, que são muito mais fáceis de abrir. Qualquer cidadão curioso consegue
abrir aquelas algemas», declarou à agência Lusa o presidente da ASPP, Paulo Rodrigues.
Para o responsável, as forças
de segurança devem ter «material em que os polícias possam confiar, para que não surjam situações como» a que ocorreu na terça-feira.
«Há
algumas algemas que são relativamente fáceis de abrir. Os policiais que as usam sabem os métodos para as abrir com alguma
facilidade. Como sabem os polícias também sabe qualquer cidadão mais curioso», afirmou.
O dirigente conta ainda que
há polícias que compram as suas próprias algemas para usar em serviço, «por não haver algemas suficientes e por alguns não
acreditarem no material que é distribuído.»
Para Paulo Rodrigues, a situação dos dois reclusos considerados perigosos
que fugiram de uma carrinha celular é «um exemplo claro de que o equipamento distribuído [às forças de segurança] não é o
adequado».
«Espero que este exemplo sirva para melhorar, não só o equipamento, mas também (...) as condições de trabalho
destes profissionais. É preciso adquirir equipamento que facilite o nosso trabalho, para assegurar a nossa vida e a dos cidadãos»,
declarou o presidente da ASPP.
Na terça-feira, dois reclusos considerados perigosos fugiram de uma carrinha celular que estava estacionada próximo do Departamento Central de Investigação e Acção
Penal (DCIAP), em Lisboa, tendo-se registado tiros.
Os reclusos escaparam às autoridades prisionais quando a viatura
se preparava para seguir para o Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), às 15:10.
Entretanto, em declarações à
Antena 1, o director-geral dos Serviços Prisionais, Rui Sá Gomes, admitiu que conseguiu retirar umas algemas semelhantes às
usadas nos suspeitos detidos. «Estas algemas não são específicas nossas, são de todas as forças de segurança. Fiz uma experiência,
consegui abri-las sem chave e não sou bandido. Isso preocupou-me. Uma das medidas a tomar será mudar este tipo de algemas»,
disse.
Programação - Semana de 25 de Maio a 31 de Maio
O Jardim das NotíciasAs crónicas diárias de Victor Moura-Pinto
Mais Futebolo programa desportivo mais irreverente
25ª Hora - Sexta-feiraHoje com João Pereira Coutinho