A operação de busca para encontrar os pescadores de Olhão desaparecidos há 11 dias foram suspensas às 12:00 desta quinta-feira e vão ser integradas na atividade normal de patrulhamento, disse à agência Lusa fonte da Zona Marítima do Sul.

Os dois pescadores, de 37 e 58 anos, foram avistados pela última vez junto à ilha Deserta, onde a autoridade marítima concentrou as buscas nos últimos quatro dias, incluindo hoje de manhã, com a colaboração de uma equipa do Instituto Hidrográfico, que monitorizou o fundo do mar com um sonar.

O comandante da Zona Marítima do Sul explicou à agência Lusa que a operação permitiu visualizar uma área de 3,5 quilómetros quadrados, através de um sonar de varrimento lateral, equipamento que emite disparos acústicos que, quando atingem o fundo do mar, permitem a construção de uma imagem.

Malaquias Domingues sublinhou que as buscas poderão ser retomadas se houver mais indícios do paradeiro dos pescadores ou da embarcação, mas que, por agora, os meios não poderão estar exclusivamente dedicados a essa operação, além do facto de as condições meteorológicas estarem a piorar.

«Surgindo algum indício, todo o processo é repensado», concluiu, acrescentando que nada foi detetado na zona onde os pescadores operavam habitualmente, junto a uma armação de atum, onde se suspeitava que pudessem estar retidos.

O único indício que surgiu após o desaparecimento remonta a quinta-feira passada, quando foi encontrada uma boia relacionada com a embarcação de pesca perto da Meia-Praia, em Lagos.