Uma praga de mosquitos está a afetar a zona de Armação de Pêra, no Algarve. É uma situação que incomoda residentes e turistas. Os comerciantes também já falam em prejuízos para o negócio. A situação já se arrasta há cerca de um mês.

Ao fim do dia, as pessoas fogem das praias e das esplanadas, onde são alvo de ataque dos mosquitos. A Câmara de Silves garante que não há perigo para a saúde pública, mas a densidade anormal dos mosquitos não dá tréguas e nada parece fazer efeito para os afastar.

O problema na origem da «praga» de mosquitos que se tem feito sentir no concelho de Silves foi identificado, devendo a situação dissipar-se em dias, informou hoje fonte da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

De acordo com a APA, o que originou a «praga de mosquitos», como a classificou o presidente da Junta de Freguesia de Alcantarilha, concelho de Silves, no final do mês passado, foi uma «rotura numa conduta de água canalizada que originava um foco de água parada».

Com o reforço da desinfestação que tem sido efetuado nos últimos dias pela Câmara Municipal de Silves, a APA espera que «os mosquitos desapareçam gradualmente nos próximos dias».

Porém, quer o presidente da Câmara Municipal de Silves, Rogério Pinto, quer o presidente da Junta de Freguesia de Alcantarilha, João Palma, referiram hoje à Lusa que os mosquitos continuam a afetar as populações locais.

«Continuamos a ter focos de mosquitos em toda a zona ribeirinha», lamentou João Palma.

Entretanto, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve voltou a sublinhar que os mosquitos, «para além dos inconvenientes provocados, não apresentam perigo para a saúde pública».

Em resposta escrita à Lusa, a ARS salientou que deu conhecimento à autarquia e à APA de que devem «ser tomadas todas as medidas necessárias para minimizar os inconvenientes desta situação com caráter urgente».

No final de julho, a Câmara de Silves, reunida com autoridades de saúde e do ambiente, anunciou que ia intensificar e alargar a desinfestação de mosquitos em Armação de Pêra, uma situação que tem gerado queixas na zona.

Rogério Pinto explicou que esse reforço de esforços tem estado a decorrer, tendo-se passado de uma para três aplicações de produtos contra os mosquitos.

Já antes, o autarca havia afirmado que todos os anos é articulada com a ARS uma desinfestação em determinados locais, entre os quais Alcantarilha, mas este ano tem-se verificado «uma situação atípica», sem que se conheçam ainda as razões que expliquem o aparecimento da «praga».

«Esta praga surge na ribeira de Alcantarilha devido a vários fatores», nomeadamente a grande pluviosidade da estação de inverno o facto de se encontrar «obstruída por um canavial», não ser alvo de limpeza «há décadas» e, além disso, e «o mais grave, é que é alvo de descargas constantes de esgotos domésticos a céu aberto», argumentou a Junta de Freguesia de Alcantarilha, em comunicado divulgado há duas semanas.