Mais de 300 professores estavam em falta nas escolas algarvias na primeira semana de outubro, indicam dados de um levantamento feito pelas autarquias, divulgados hoje pelo Conselho Intermunicipal do Algarve.

Em comunicado, o Conselho Intermunicipal do Algarve refere que a situação está a impedir «milhares de alunos» na região de terem acesso ao ensino regular e obrigatório «a que têm direito», atribuindo a «falha grave» ao Governo.

«Este início de ano letivo foi o mais caótico e desorganizado dos últimos anos», lê-se no comunicado, onde se sublinha que a situação «põe em causa o investimento municipal e todo o processo educativo dos alunos».

O Conselho Intermunicipal do Algarve deliberou na segunda-feira demonstrar publicamente a sua indignação face à situação da educação no Algarve e demonstrar o seu desagrado pela forma como o Governo tem gerido a colocação dos professores.

«As câmaras municipais tudo fizeram para que o ano letivo se iniciasse a tempo e horas, arranjando escolas, fornecendo materiais, espaços exteriores, refeições escolares, transportes para os alunos, materiais educativos e todo um conjunto de condições, com um forte investimento municipal», refere.

O Conselho Intermunicipal do Algarve, que congrega as 16 autarquias da região, considera ainda que o Governo «deve rever a sua atuação e refletir sobre os erros cometidos, de modo a encontrar rapidamente soluções».

A colocação de professores decorreu com erros, como admitiu o ministro da Educação que já esta  quarta-feira revelou no Parlamento que pediu ao Conselho Superior da Magistratura para avaliar eventuais compensações a professores.