Por: Redacção /Tânia Gonçalves | 27-05-2009 11: 58
NOTÍCIA ACTUALIZADA ÀS 14H30
A Embaixada da Rússia em Portugal recusou os pedidos de visto feitos pela família de acolhimento da menina russa Alexandra, que a acolheu em Barcelos nos últimos quatro anos, confirmou o tvi24.pt junto da assessora de imprensa da embaixada.
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O casal Pinheiro pretendia viajar esta quarta-feira, pelas 15h30, para Moscovo a convite de uma televisão russa para participar num programa dedicado ao tema. Segundo a embaixada, era preciso um convite oficial da televisão russa e autorização expressa dos serviços de emigração para que seja emitido o visto necessário para entrar no país, mas tal acabou por não ser suficiente.
«Nós não recusámos», deixou bem claro ao tvi24.pt a assessora de imprensa da Embaixada Russa. A Embaixada «está disposta a conceder mas falta o convite oficial do primeiro canal», justificou. No entanto, ao início da tarde o advogado da família recebeu um telefonema a informar que a viagem não era mesmo possível.
Inviável
«Disseram-nos que foi enviado o convite formal da televisão ontem à noite, mas hoje de manhã a embaixada respondeu a dizer que era necessário um pedido de uma entidade oficial, do género do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras», disse João Araújo aos jornalistas.
Sendo assim, a viagem foi mesmo cancelada, pelo que a participação no programa fica cancelada. Já foi renovado o convite para a próxima semana, mas «essa será uma decisão a ser tomada em conjunto com a família».
Mas o advogado acrescentou ainda que «a televisão diz que é a primeira vez em anos que isso acontece e estão fartos de convidar estrangeiros para participar em programas, noutros casos similares. Acho que a embaixada está a mentir».
Recorde-se que a menina foi entregue à mãe biológica na sequência de uma decisão do Tribunal da Relação de Guimarães, confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça, tendo partido na última semana para a Rússia.
Tanto João Pinheiro como o advogado acreditam que há interesse em abafar o caso e a cobertura mediática e sentem falta
de apoio por parte das autoridades portuguesas.
«A ideia é acabar com isto, para não se falar mais. Somos muito pequenos»,
desabafou João Pinheiro.
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