A Quercus alertou estaque a época balnear começa no domingo em muitas praias, principalmente no norte, e nas águas interiores só a 1 de julho, e os portugueses que vão aproveitar o fim de semana devem estar atentos.

«A época balnear começa a 15 de junho na maioria das praias e é domingo. Para os municípios como Lisboa, em que sexta-feira é feriado, é necessário ter em atenção se forem para norte e centro» para questões «como a segurança, a vigilância ou o controle de qualidade da água, que não terão de estar a funcionar na sexta-feira nem no sábado», disse à agência Lusa Francisco Ferreira, da Quercus.

O ambientalista lançou um alerta principalmente para as praias interiores em que a época balnear só irá começar a 1 de julho.

Portugal tem «543 zonas balneares e a Quercus vê com grande satisfação que há apenas duas praias [interiores] que se apresentam com má qualidade, a de Prado Faial, em Vila Verde, e Navarra, em Braga», apreciação que resulta da análise dos dados da Agência Europeia do Ambiente.

No entanto, «do total, 23 não estão classificadas, ou porque são praias novas ou porque os dados ainda estão em avaliação», segundo Francisco Ferreira.

Na análise apresentada pela associação ambientalista, «temos mais seis praias em comparação com o ano passado com uso limitado por situações de risco diverso relacionado com a estabilidade das arribas ou com a falta de areia».

«O dado que talvez sobressaia mais é o recorde de águas balneares interiores, que são 97, com um acréscimo de praias interiores classificadas com qualidade excelente e são agora 69%, apesar de estarmos longe dos 95% que se atinge nas águas balneares costeiras», resumiu.

Os ambientalistas estão satisfeitos, mas não deixam de chamar a atenção que, quando se pretende que as águas interiores sejam um ponto de diversificação de lazer de interesse paisagístico natural e se incentiva as pessoas a conhecerem o interior em alternativa ao litoral, «é fundamental fiscalizar e melhorar tudo o que é possível do ponto de vista da qualidade».

E Francisco Ferreira apontou a existência de «falhas de saneamento básico e de problemas com a gestão da bacia hidrográfica», recordando que o objetivo é que em 2015 não haja qualquer praia com má qualidade.

Em relação à qualidade da água balnear, o técnico da Quercus defendeu «a informação tem de ser dada ao público e estar presente na praia de forma clara, explícita e atualizada, mas também deve ser dada à escala nacional».

Esta é uma responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) «cujo sítio na internet ainda não tem informação sobre as análises recolhidas este ano, e há praias que já começaram a funcionar há cerca de um mês e meio», realçou.

No final de maio, a Quercus tinha divulgado a sua classificação, mais exigente que a europeia, e concluiu que Portugal tem este ano 355 praias com qualidade de ouro, mais 19 do que na época balnear anterior, com Albufeira, Vila Nova de Gaia e Vila do Bispo na frente.