Com a chegada do Verão, o aumento da temperatura e da humidade do ar, cresce o risco de picadas de insetos. Esta parece uma situação simples, mas que pode causar reações alérgicas e ser potencialmente letal.

Em Portugal, em média, uma a cinco pessoas morrem todos os anos, vítimas de picadas de insetos. As picadas de vespas e abelhas são responsáveis por 95% das reações alérgicas, mas nesta altura do ano surgem também outras ameaças como as melgas, mosquitos, percervejos e carraças. Para além das alergias que podem causar, estes animais podem estar infetados com vírus e bactérias, transmitindo doenças à vítima.

“Uma picada de um inseto pode ser grave. Pode causar uma reação sistémica, que chamamos de anafilaxia, que pode envolver as vias respiratórias superiores, colapso cardiovascular e paragem respiratória”, afirma Amélia Spínola, alergologista, em entrevista à TVI.


Estas reações adversas podem partir de uma ou de múltiplas picadas, variando a sua gravidade com a quantidade de veneno injetado. Há também pessoas mais suceptíveis, por estarem frequentemente em contacto com insetos, como agricultores e apicultores.

Para além disto, há pessoas que são mais propensas a serem picadas devido “ao calor e ao odor da pele”.

Podem ser tomadas medidas para prevenir potenciais picadas como “evitar os lixos e as águas estagnadas, para diminuir o número de mosquitos e de outros insectos, como as vespas. É importante as pessoas também se protegerem, evitando o uso de perfumes e roupas coloridas, como o amerelo e o laranja, que atraem os mosquitos, e usarem repelentes de insetos", garante a alergologista, acrescentando que, dentro das habitações, devem usar-se redes mosquiteiras e não abrir janelas perto do final do dia.